Agudos - Tribunal do Júri realizado nesta quinta (24), no Fórum de Agudos (13 quilômetros de Bauru), condenou E.P.P. a 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, asfixia e por meio de recurso que dificultou defesa da vítima) de seu enteado de apenas um ano, em janeiro do ano passado. A mãe da criança, L.R.F., foi sentenciada a cinco anos e seis meses de reclusão, também em regime inicial fechado, por abandono de incapaz com resultado morte. Os dois poderão recorrer da sentença, mas presos.
O crime ocorreu em 22 de janeiro de 2022, em uma casa na vila Santa Cecília. Conforme divulgado pelo JC, no dia do fato, o padrasto disse à polícia que a sua companheira, na época com 18 anos, ficou ausente e a criança permaneceu sob seus cuidados. Ele alegou que, em determinado momento, o menino caiu do sofá e dormiu.
Quando sua companheira chegou, notou que o filho não reagia e pediu ajuda a vizinhos, que tentaram reanimá-lo. A criança foi levada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) , onde o óbito foi constatado. Após laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar morte por agressão e asfixia, o homem confessou o crime.
Em depoimento ao delegado Jader Biazon, ele alegou que, após consumir drogas, incomodou-se com o choro do enteado e o chutou. Na sequência, arremessou o menino em direção ao sofá, subiu sobre ele, colocou um de seus joelhos na sua região genital, e passou a pressionar violentamente com as duas mãos a região do seu estômago, até que ele parou de chorar e de respirar. O padrasto está preso desde 4 de fevereiro.