A redução do projeto executivo de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na região do Vargem Limpa, em Bauru, foi causada porque a loteadora responsável pela obra - bancada a título de contrapartida por um empreendimento - investiu cerca de R$ 80 mil em outra medida: a instalação de um tomógrafo adquirido pela Prefeitura Municipal em 2020, na gestão de Clodoaldo Gazzetta.
A informação foi dada pelo atual vice-prefeito, o médico Orlando Costa Dias, durante depoimento nesta terça-feira (8) à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura o cumprimento de contrapartidas empresariais no município desde 2014.
O colegiado foi instaurado na esteira da discussão sobre os motivos que levaram à redução do projeto da UBS. Orlando afirmou que o tomógrafo adquirido pelo governo Gazzetta não havia sido instalado por falta de estrutura da prefeitura.
"Então foram utilizados recursos da contrapartida da Vargem Limpa para implementá-lo", explicou Orlando. Segundo ele, o estado de emergência causado no País inteiro - e do qual Bauru não escapou - pela pandemia possibilitou a medida.
O vice disse também que não foi favorável à medida quando assumiu a Secretaria de Saúde, em 2021, mas ressaltou que àquela altura não havia mais para onde recorrer porque a troca no investimento já havia se concretizado.
Orlando, então, pediu à empresa que deixasse um espaço em aberto no empreendimento para que futuramente a UBS pudesse ser expandida. "A região do Vargem Limpa vai crescer e obviamente precisará se adaptar a isso", apontou. Um eventual incremento à área construída ainda está em discussão.
A CEI é presidida pelo vereador Mané Losila (MDB). Integram o colegiado os vereadores Eduardo Borgo (Novo), Coronel Meira (União Brasil), Beto Móveis (Cidadania) e Miltinho Sardin (PTB).