09 de julho de 2026
BAURU

Planos de Águas e de Saneamento não foram totalmente implantados

Por |
| Tempo de leitura: 2 min
Malavolta Jr./JC Imagens
Aterro sanitário em Piratininga

Bauru completa seus 127 anos com a missão de enfrentar desafios de infraestrutura em áreas como abastecimento de água, drenagem, esgoto, resíduos sólidos e asfalto. São obras públicas que precisam de planejamento de médio e longo prazos em razão da complexidade ou dos altos valores a serem empregados.

Uma delas é a necessidade de investimento em abastecimento de água. Nos últimos anos, o DAE ampliou o número de poços para reduzir a dependência do Rio Batalha e, consequentemente, diminuir o volume de imóveis com falta d'água em períodos de estiagem. Porém, não consegue cumprir todas as ações e metas do Plano Diretor de Água (PDA), referência técnica para enfrentar esse transtorno crônico de modo efetivo.

A setorização do abastecimento em toda a cidade, por exemplo, nunca chegou a ser finalizada. Tem andado a passos lentos ainda a redução da perda de água, que hoje é de 47% e precisa chegar a 25%. Outras metas do plano não realizadas são a recuperação da mata ciliar do Batalha, modernização da ETA e a viabilização de uma nova captação em um segundo ponto, o que custaria até R$ 45 milhões aos cofres públicos.

A redução da destinação de resíduos sólidos ao aterro sanitário também não tem prazo para se tornar realidade. Ainda na gestão de Clodoaldo Gazzetta, um estudo feito pela Caixa Econômica Federal (CEF) traçou as chamadas "rotas tecnológicas" para o lixo urbano. A partir dele, a prefeita Suéllen Rosim enviou um projeto de lei à Câmara que previa autorizar a concessão do manejo destes resíduos à iniciativa privada, porém, a proposta foi rejeitada pela maioria dos vereadores, que a consideraram falha.

Diante do impasse, até hoje, cerca de 300 toneladas diárias de lixo são levadas para um aterro particular, localizado em Piratininga. Segundo indicadores Bright Cities do I-Nova, a coleta seletiva em Bauru abrange, hoje, 73% da população, mas nem 2% do total de resíduos sólidos são reciclados. Conforme o Plano Municipal de Saneamento Básico, em 2023, a cidade teria de desviar do aterro, no mínimo, 42% dos resíduos secos.

Já em relação ao asfalto, ainda que 65% das vias pavimentadas demandem recape, a prefeitura conquistou alguns avanços, como a recuperação da avenida Rodrigues Alves. A obra, contudo, demorou para ser concluída, sendo iniciada em novembro de 2021 e finalizada somente em maio de 2023.