09 de julho de 2026
OPINIÃO

Mais mulheres negras na ciência

Por Wellington Anselmo Martins, doutorando em Educação Para a Ciência (Unesp) |
| Tempo de leitura: 1 min

A ciência é um lugar de poder. Por isso, em democracias, é fundamental que a ciência seja um espaço compartilhado, acessível aos mais diversos cidadãos. Por meio da inclusão acadêmica, o Brasil atual é capaz de se distanciar de um antigo e ignorante Brasil de escravidão e desumanidade. Mas, para efetivar tal inclusão, são necessárias políticas públicas que qualifiquem os cientistas brasileiros, dando atenção especial aos grupos historicamente excluídos: pobres, indígenas, negros, mulheres, pessoas com deficiência, etc.

Diante desse cenário, o Governo Federal anunciou, em 20/07/2023, investimento de R$ 8 milhões para custear 45 bolsas de doutorado e pós-doutorado especificamente para cientistas que sejam mulheres negras, indígenas e quilombolas. É evidente que o investimento ainda é baixo. Porém, é um sinal importante de valorização de grupos historicamente excluídos do poder que é a ciência.