O antigo Centro Rural de Tibiriçá - adaptado para atender a população desde que o antigo prédio da Unidade de Saúde da Família (USF) entrou em reforma - tem sofrido com a infestação de pombos nas vigas do teto da construção. As aves montaram ninhos e defecam no pátio de entrada do estabelecimento, obrigando os funcionários a manter uma rígida higiene na área para evitar a proliferação de doenças transmitidas pelas fezes dos animais.
Ao lado, no espaço onde funcionava a Biblioteca Ramal de Tibiriçá, é possível observar (e ouvir) diversas aves habitando e montando ninhos no teto do prédio abandonado. Os animais são considerados pragas urbanas e se reproduzem com facilidade e em grande quantidade, além de faltar predadores para a espécie - mesmo em áreas rurais.
Ao JC, moradores, que pediram para não ser identificados, reclamaram da presença dos pombos no local. No entanto, eles destacaram a qualidade do atendimento e das equipes que atuam na área. Além disso, também indicaram outros pontos do distrito que sofrem com o mesmo problema, mas que, por não receberem limpeza constante, acumulam fezes e penas das aves. As fezes ressecadas do pombo podem transmitir diversas doenças.
As partículas, carregadas pelo vento, levam bactérias e fungos que podem ser inalados ou ingeridos por seres humanos e provocar meningite e até a morte. Apesar dos riscos à saúde humana, matar pombos ou tentar espantá-los com bombinhas ou fogos de artifício é considerada uma prática ilegal e caracterizada como crime ambiental.
Para controlar a população da ave é preciso remover fontes de alimentos (lixo ou comida exposta), vedar buracos que possam servir para construção de ninhos e colocar telas nos locais onde eles consigam se abrigar e se reproduzir.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Bauru informou que vai contratar uma empresa especializada para solucionar o problema. "O processo para contratação de empresa especializada para prestação de serviços de manejo de pombos está em andamento e compreende o serviço em todas as unidades que enfrentam a infestação dessas aves", afirmou a secretaria.