Nas últimas semanas, nós temos recebido notícias de reajustes de bolsas de pesquisa acadêmica.
O governo federal decidiu iniciar o seu trabalho com esse aceno para os investimentos educacionais, universitários e científicos.
Porém, uma vez que se trata de uma pauta de interesse público, então é importante também que os estados e os municípios participem desse avanço da valorização e dos investimentos na ciência e tecnologia.
É evidente que os municípios têm inúmeras dificuldades para fazer grandes investimentos em áreas estratégicas, estas que muitas vezes apenas dão frutos a médio e longo prazos.
Todavia, em política, às vezes os mais pequenos sinais, e mesmo investimentos relativamente pequenos, já servem como um símbolo importante de valorização.
Neste caso, por exemplo, de direta valorização dos professores e dos pesquisadores brasileiros.
O governo federal, a seu modo e de acordo com as suas enormes capacidades, anunciou na terça-feira, dia 18 de julho, um reajuste para as bolsas de fomento tecnológico e de extensão universitária em até 94%, para diversas modalidades.
Esse reajuste vai beneficiar, de imediato, cerca de 6.500 bolsistas do CNPq. Tal investimento vem em uma onda federal de aplicação de recursos em bolsas de pesquisa, como aconteceu há poucas semanas com os reajustes de bolsas da Capes.
Ora, essa necessidade de melhores educação e ciência também interessa ao governo e ao povo do Estado de São Paulo e do município de Bauru e região.
Por isso, também as autoridades regionais precisam demonstrar disposição de aumentar os investimentos na formação continuada de professores e, especificamente, no trabalho de pesquisadores e cientistas.
Sem esse aprofundamento da procura por inovação tecnológica e por formação do nosso povo, com certeza a nossa região e o nosso País perdem muito em empregabilidade, competitividade e no democrático desenvolvimento humano.