A Polícia Civil de Bauru, por meio da 2.ª Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (2.ª Dise) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), prendeu, nesta quarta-feira (19), dois homens que traficavam drogas na região do Parque Roosevelt. Eles foram flagrados com 15 porções brutas de crack e 24 tabletes de maconha, que equivalem a R$ 130 mil. Um dos criminosos apresentou resistência à abordagem policial e foi necessário o uso de força física para algemá-lo.
De acordo com o delegado Marcelo Gimenes, equipes da 2.ª Dise/Deic iniciaram uma investigação de campo em torno de um grupo criminoso liderado por G.R.R. (somente as iniciais foram divulgadas), de 30 anos, que atua na região do Parque Roosevelt.
À distância, a equipe policial passou a acompanhar um Volkswagen Gol, normalmente usado pelo suspeito para movimentações com drogas, e o seguiram até um imóvel na avenida Engenheiro Paulo Frontin. O investigado estava acompanhado da namorada no veículo.
Após a chegada de G.R.R. no local, saiu da residência A.P.B., de 29 anos, que caminhou até um terreno baldio e retornou carregando vários tabletes de maconha envoltos em uma camiseta. Neste momento, os policiais civis se aproximaram para a abordagem.
O trio notou a presença dos agentes e entrou no quintal na frente da casa. Mas, mesmo assim, foi abordado. “G.R.R. ofereceu resistência à prisão, sendo realizadas manobras físicas pelos policiais presentes a fim de vencer a resistência imposta, restando em uma pequena lesão na cabeça do indiciado”, detalha o delegado.
Foram apreendidas 15 porções brutas de crack, que equivalem a 3 mil pedras fracionadas, e 24 tijolos de maconha, que representam 10 mil porções da droga para venda, segundo a Polícia Civil. “Cada pedra é vendida a R$ 10,00 e cada porção de maconha é comercializada a R$ 5,00”, explica Gimenes.
Os envolvidos foram apresentados na sede da Deic, onde os dois homens - que já tinham passagens por tráfico de drogas - foram indiciados em flagrante pelo mesmo crime e também por associação para o tráfico. Depois, encaminhados à Cadeia Pública de Pirajuí. “Durante o interrogatório, G.R.R. confessou que havia pago R$ 1 mil para A.P.B. guardar os entorpecentes”, complementa o delegado. G.R.R. também foi autuado por resistência. A mulher foi ouvida como testemunha e liberada.