O IPCA de junho, divulgado pelo IBGE, apresenta deflação de 0,08%, evento que não ocorria desde setembro de 2017. E no acumulado dos últimos 12 meses, caiu de 3,94% para 3,16%. Ou abaixo da meta do BC, de 3,25%.
Setores que ajudaram para essa queda do índice inflacionário foram os de alimentos, combustíveis e carros novos, com média de queda de 0,66% nos preços.
Já a preocupação dos analistas é com o setor de serviços, que pode pressionar a inflação, como das altas de 10,96% nas passagens aéreas e energia elétrica - 1,43%. E o cenário para corte da taxa Selic, hoje em 13,75%, é de um corte mínimo de 0,25%, até 0,50% no próximo mês de agosto. Ou seja, um quadro de alívio e mais otimista para 2023.
Já que, se no início deste ano as estimativas eram pessimistas e apontavam para um crescimento econômico de no máximo 1%, e inflação fechando o ano pouco menor do que 6%, hoje o PIB é estimado em 2,19% (e pode ser maior) e a inflação pode ficar até dentro do teto da meta do BC, de 4,75%.
Mesmo porque, já temos o arcabouço fiscal praticamente aprovado, e principalmente, depois de 30 anos de espera, a aprovação na Câmara, da mãe de todas reformas como a tributária.
Finalmente, é o Brasil acendendo a luz no fim do túnel...