09 de julho de 2026
BAURU

Pedido de menino de 7 anos, Capela Santo André é inaugurada com padre de Roma

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Capelinha Santo André, do menino Andrézinho, é a única com esse nome em Bauru

O domingo (9) foi de festa e bênçãos para um casal de bauruenses ao realizar o desejo do filho de 7 anos, que sonhava em ter uma capelinha no quintal de casa, no Novo Jardim Pagani, em Bauru. No período da manhã, os pais do pequeno André Luiz Scarabelo Maganha receberam a rede de apoio do menino, como parentes e os amigos, para a missa inaugural. A celebração foi ministrada pelo padre rogacionista Gilson Luiz Maia, que congrega e reside em Roma, na Itália, mas está por um breve período em Bauru, onde já foi pároco da igreja frequentada pela família, a Nossa Senhora das Graças (Casa do Garoto).

Conforme o JCNET noticiou na sexta-feira (7), o garoto surpreendeu, há cerca de dois meses, ao pedir uma capela para rezar. E foi contemplado. Com quatro metros de comprimento por três de largura, o espaço foi erguido no próprio imóvel, na quadra 2 da rua Marieta Manfrin dos Santos (confira a entrevista de vídeo).

Filho único do casal Eder e Jaqueline Maganha, Andrezinho é católico como os pais, mas a grande religiosidade é espontânea e própria, destaca a família. Segundo a mãe, o menino tem essa vivência de acompanha-los à missa. “Ele foi batizado assim que chegou (foi adotado recém-nascido, aos 40 dias). Mas essa adoração é particular dele”, comenta Jaqueline.

SACERDÓCIO

De acordo com os pais, apesar de a criança demonstrar vocação ao sacerdócio, não será influenciada para isso. “Muitas pessoas nos perguntam se o André vai ser padre quando crescer. Eu quero que o nosso filho seja feliz. Essa escolha vai ser dele. O que eu faço no momento é tentar realizar seus sonhos”, diz Jaqueline.

FÉ DA FAMÍLIA

Ela acrescenta que não pretendia ser mãe, mas o marido Eder desejava muito ser pai. Quando recebeu um telefonema do Conselho Tutelar de Bauru, informando que eles eram os próximos da fila de adoção, o coração dela foi tomado pelo fogo de Pentecostes que, segundo a Igreja Católica, inflama os corações de paixão para cumprir o propósito de Cristo, conta a mulher.

Jaqueline destaca ainda que André chegou à vida do casal em um momento especial: no dia da última radioterapia realizada em decorrência de um câncer na mama. “E um pouco antes do André chegar para gente a Jaqueline bateu o dedo na janela e a marca de sangue por debaixo da unha formou uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foi uma benção, precedendo a chegada dele, o nosso presente de Deus”, crê o pai Eder.

A igrejinha do André foi batizada como Capela Santo André e passou a ser a primeira e única com esse nome em Bauru.