Jamais imaginaria o desfecho trágico a que Zé Celso Martinez Corrêa foi vítima fatal em sua vida.
Desejava ele ter uma boa morte, se possível em cena. Lembrou Cacilda Becker em "Esperando Godot", de Samuel Becket, onde a atriz sofreu um acidente vascular encefálico (ave) durante a apresentação.
O que admirava nele era seu virtuosismo artístico, sua capacidade cênica. Sempre interagindo com liberdade e paixão!
Os 50 anos do Teatro Oficina (1958-2008) foram comemorado, exatamente, com a sua primeira montagem: "Vento forte pra papagaio subir", de sua autoria. Sua infância e juventude em Araraquara (Morada do Sol) são resgatadas de forma emotiva e sensível.
Adentrar o Teatro Oficina é uma experiência singular, única e transformadora. Uma arquitetura modernista, diferente dos espaços usuais. É mágico! Místico! Passaram-se meio século! E mais 15 anos...
Vieram "Antonio Conselheiro" (Os Sertões, de Euclides da Cunha), "Cacilda"...
Quem herdaria sua saga, seu legado, seu icônico Teatro Oficina?
Assim Zé Celso e Marcelo Drumond firmaram um pacto, uniram suas vidas, seus ideais e projetos em apoteótica celebração junto aos amigos e classe teatral. Um happyning!!
Uma trama shakespereana.
Zé Celso deixou sua contribuição ao país, ao Brasil projetando-o além fronteiras, culturalmente.
Obrigado por tanto!
Epílogo.