Um brinquedo diferente, um videogame, uma viagem ou talvez um parquinho no quintal de casa. Esses são alguns dos pedidos comuns feitos aos pais por crianças de 7 anos. Mas não é o caso do menino bauruense André Luiz Scarabelo Maganha, que surpreendeu ao desejar uma capela para rezar. E foi contemplado. Com quatro metros de comprimento por três de largura, o espaço foi erguido no próprio imóvel, na quadra 2 da rua Marieta Manfrin dos Santos, no bairro Novo Jardim Pagani (confira no vídeo).
Filho único do casal Eder e Jaqueline Maganha, é católico como os pais, mas a grande religiosidade é espontânea e própria, destaca a família. Entre as fotos e filmagens feitas durante a reportagem, ele tomou a iniciativa de benzer o repórter. “Essa oração vai te proteger”, disse o menino, fazendo o sinal da cruz.
“Eu sou católico desde que nasci, assim como a minha família. E o André tem essa vivência de nos acompanhar à missa. Ele foi batizado assim que chegou (foi adotado recém-nascido, aos 40 dias). Mas essa adoração particular dele, de querer sempre estar na igreja, de conhecer capelas novas e pedir uma para o quintal aqui de casa é algo exclusivamente dele. Não tivemos influência”, comenta a mãe Jaqueline. Ela destaca ainda que o André chegou à vida do casal em um momento especial: no dia da última radioterapia realizada em decorrência de um câncer na mama.
“Ele é o nosso presente de Deus”, afirma Jaqueline, entre abraços e beijos do menino, no pequeno altar. A capelinha já está pronta e será inaugurada com uma missa, ministrada pelo padre rogacionista Gilson Luiz Maia, que congrega e reside em Roma, na Itália, mas está em Bauru, onde já foi pároco da igreja frequentada da família, a Nossa Senhora das Graças (Casa do Garoto).
A igrejinha do André será batizada, neste domingo, como Capela Santo André. Passará a ser a única com esse nome em Bauru. Ela foi construída com todos os detalhes de uma igreja tradicional, inclusive com sino. A missa inaugural será às 10h deste domingo e contará com a presença de toda a rede de apoio do menino: professores, pedagogos, amigos e parentes.