Em pesquisa comparativa, o Núcleo Regional de Bauru da Fundação Procon encontrou diferença de preços de até 600% em medicamentos genéricos vendidos em farmácias da cidade. O levantamento envolveu oito drogarias e 52 remédios, sendo 26 de referência e 26 genéricos.
A apuração foi realizada no último dia 5 de junho, com agentes visitando pessoalmente lojas físicas de médio e grande portes, escolhidas aleatoriamente. Como critério, foram considerados os preços com desconto máximo ao consumidor comum, sem condição especial (como ser aposentado, por exemplo) e independentemente da exigência de cadastro no estabelecimento. Não foram incluídos, ainda, descontos vinculados ao Programa Farmácia Popular.
Entre os medicamentos genéricos, a maior diferença de preço encontrada foi de 600% para glibenclamida 5 mg, de 30 comprimidos, usado no tratamento de diabetes. Em uma drogaria, o produto foi encontrado com o menor preço de R$ 1,94 e, em outra, com o valor mais caro, de R$ 13,58.
Já entre os remédios de referência, a maior diferença foi de 94,52%. O antibiótico Amoxil (amoxicilina) 500 mg, com 21 cápsulas, da farmacêutica Glaxosmithkline, foi encontrado com preço mínimo de R$ 31,56 e máximo de R$ 61,39.
ECONOMIA
A equipe do Procon também detectou que, ao comparar os preços médios dos genéricos com os de referência de mesma apresentação, os primeiros são, em média, 56,11% mais baratos, o que pode representar uma grande economia ao bolso do consumidor. A diferença, segundo o Núcleo Regional, deve-se ao fato de serem produzidos por diversos laboratórios.
"Mas é bom lembrar que um genérico de um mesmo laboratório também pode apresentar preços diferentes entre as farmácias. Logo, é essencial a pesquisa de preços sempre aliada à recomendação e prescrição médica", frisa, em nota.
Antes, contudo, o Procon orienta o cliente a consultar a lista de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Anvisa (http://www.anvisa.gov.br). "A consulta também poderá ser efetuada nas listas de preços que devem estar disponíveis ao consumidor nas unidades do comércio varejista, ou seja, nas farmácias / drogarias, conforme determina a Resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMed)", conclui.
Outras recomendações são observar se o número do lote, prazo de validade e data de fabricação que constam na caixa do medicamento são iguais aos marcados nas cartelas ou frascos, verificar a existência do número de registro no Ministério da Saúde e se o medicamento pode ser adquiridos por meio de programas sociais oferecidos pelo governo federal, estadual ou municipal. Vale observar, ainda, se o estabelecimento trabalha com descontos provenientes de planos ou seguros saúde e se existe algum programa de fidelidade proveniente do laboratório ou da drogaria.