11 de julho de 2026
POLÍCIA

Mulher condenada a 16 anos de prisão por matar vizinha a facadas em Bauru é presa

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Samantha Ciuffa/JC Imagens
Na data, local do homicídio passou por perícia técnica

A mulher que foi sentenciada pela Justiça de Bauru, em primeira instância, a 16 anos de reclusão por assassinar a facadas sua vizinha Justina Coelho Lopes, de 69 anos, em outubro de 2018, foi capturada pela Polícia Civil nesta terça-feira (4), na Vila Zillo, região do Jardim Estoril 3. Elisângela de Castro, hoje com 40 anos, era considerada foragida desde 15 de fevereiro deste ano, quando foi realizado o júri popular e houve a condenação. A ré foi encaminhada à Cadeia Pública Feminina de Pirajuí, onde permaneceu à disposição do Poder Judiciário.

Conforme o JC noticiou na época, os desentendimentos entre as vizinhas tiveram início em 2015, quando Elisângela mudou-se com a família para a casa ao lado de Justina, na quadra 2 da rua Áurea Maldonado Gandara, na Vila Zillo. Neste período, a idosa registrou sete boletins de ocorrência contra a ré e, em janeiro de 2018, ingressou com uma ação por danos morais contra ela, alegando que vinha sendo ameaçada de morte e ofendida com xingamentos.

O processo movido por Justina correu sem que Elisângela apresentasse contestação ou recurso após a decisão em primeira instância. Com isso, a ação transitou em julgado e a ré foi comunicada que havia sido condenada a pagar indenização de R$ 7 mil à vítima.

No dia seguinte, 1 de outubro de 2018, por volta de 13h, ao retornar para casa, Justina encontrou a vizinha na calçada. Uma discussão teve início e Elisângela, então com 35 anos, se apoderou de uma faca e golpeou a vítima. Segundo familiares, a mulher teria tido um "acesso de fúria". A idosa chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

A ré tentou fugir de carro com a ajuda de um cunhado, mas foi abordada por uma equipe da Polícia Militar a cerca de um quilômetro do local, na quadra 1 da rua Luís Ferrari, no Parque das Nações, e foi presa em flagrante. Porém, respondeu ao processo em prisão domiciliar.

CONDENAÇÃO
De acordo com a sentença, assinada pela juíza Marina Freire da 1.ª Vara Criminal, o Tribunal do Júri reconheceu a materialidade do crime e condenou Elisângela a 16 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por homicídio qualificado, praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, majorado pelo fato de se ter sido praticado contra pessoa maior de 60 anos.

Então, ontem, agentes da Polícia Civil foram até o endereço da ré - ainda o mesmo do local do assassinato - e deram cumprimento ao mandado de prisão. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dela até o fechamento desta edição.