11 de julho de 2026
VISANDO 2024

Militantes de centro-esquerda de Bauru tentam reunir forças para a eleição municipal


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Reunião foi realizada no último sábado, em Bauru, para discutir posicionamentos e a eleição

Militantes da centro-esquerda de Bauru se reuniram na manhã do último sábado (1) em encontro que discutiu possíveis nomes à eleição de 2024 e pautou também temas atuais na política local, como a concessão do sistema de esgoto à iniciativa privada e soluções ao Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Foi o terceiro encontro do grupo em 2023. Compareceram ao evento, realizado no Sindicato dos Servidores Penais (Sindcop), militantes filiados ao PSB, PDT, PT, PSOL, Rede, Solidariedade, Agir e Podemos. Mas não houve a presença de dirigentes partidários, que devem marcar uma reunião a princípio na semana que vem.

A ausência dos líderes de legendas inviabiliza, ao menos neste primeiro momento, quaisquer lançamentos de pré-candidaturas, segundo dirigentes ouvidos pelo JC. O PT, por exemplo, através de seu presidente, Cláudio Lago, diz que o partido não participou oficialmente da reunião.

Neste momento, o objetivo principal do grupo é aglutinar forças ao campo democrático progressista, destacou o ex-vereador José Carlos Batata (PSB). No encontro, chamado para discutir os desafios da cidade e possíveis soluções, integrantes das legendas também criticaram o projeto da concessão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) apresentado pela gestão Suéllen Rosim (PSD) que, na opinião deles, abre caminho para a privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Eles assinaram uma carta protestando contra o projeto, que está em tramitação na Câmara Municipal.

A mesma opinião tem o professor universitário Celso Zonta, segundo quem o grupo está construindo uma proposta para a cidade e seguirá unido nas eleições do próximo ano.

Essa definição deve ser vantajosa, diz Zonta, uma vez que no campo conservador já há mais de cinco pré-candidatos à prefeitura. Entre eles a própria prefeita Suéllen Rosim (PSD), Dr. Raul (Podemos), Capitão Augusto (PL), Carlos Braga (sem partido), Marcos Bilancieri (Republicanos) e Rodrigo Mandaliti (MDB).

"Claro que ter a máquina na mão faz diferença e que eles podem se unir", acrescenta Zonta. Ele avalia, no entanto, que Bauru historicamente registrou um voto mais progressista e elegeu, por exemplo, Tuga Angerami e Rodrigo Agostinho. A inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve uma repercussão positiva no encontro deste sábado no grupo de centro-esquerda. "Ele [Bolsonaro] vai enfrentar mais de 30 processos. A avaliação é que vá diminuindo sua força. A população reage a seus governantes à medida de seu bem-estar", diz Celso Zonta.

Neste contexto, ele acredita que aspectos positivos do governo Lula possa beneficiar o candidato local mais alinhado às pautas progressistas nas eleições.