09 de julho de 2026
OPINIÃO

Mortes por engasgos podem ser evitadas

Por Édwin Andrade - cidadão bauruense |
| Tempo de leitura: 1 min

O engasgo é uma emergência.

Muitos temos memórias de alguém que se engasgou com alimentos, próprio vômito ou objetos. Mortes nesses casos não são ignoradas.

No Brasil há muitas mortes por engasgamentos, tanto em adultos como em crianças, como o Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que morreu após engasgar-se com o cachorro-quente numa excursão escolar.

Dessa triste situação, surgiu a Lei Lucas (lei federal n.º 13.722/2018) que impõe a estabelecimentos de ensino privados e públicos (educação básica) e espaços de recreação (infantil) treinar professores e funcionários em noções básicas de primeiros socorros.

Mas, infelizmente, engasgos ocorrem em qualquer lugar, principalmente em ambientes de alimentação, como restaurantes, praças de alimentação, bares, lanchonetes etc. Para socorros nesses lugares não existe lei federal de orientação a auxiliar pessoas engasgadas. Mesmo assim, é possível que pessoas não treinadas também possam auxiliar rapidamente pessoas engasgadas antes do socorro profissional chegar, e evitar mortes.

Na Biblioteca Virtual em Saúde, do Ministério da Saúde, acessível a todos e acessado por poucos, há informações de como auxiliar um adulto, criança e bebê a desengasgar. Entretanto, conhecimento que não se transmite pouco serve.

Sem pretender invadir a atividade privada, entendemos que, a exemplo de vários municípios (Londrina-PR, desde 2017; Maringá-PR, desde 2018; Petropólis-RJ, desde 2020; Velha Velha-ES, desde 2021; Rio de Janeiro-RJ, desde 2022 e Osasco-SP, desde 2023), podemos também auxiliar para salvar vidas com regra local municipal determinado afixação obrigatória de cartazes ilustrando o método conhecido como Manobra de Heimlich em estabelecimentos que comercializem alimentos em Bauru, em tamanho razoável e em locais de fácil visualização.

Esperar por socorro muitas vezes não é suficiente. Em tais situações, os primeiros minutos podem salvar a vida, afinal. Afinal, além do mesmo problema que me livrei, de forma empática, quanto tempo conseguimos ficar sem respirar?