10 de julho de 2026
OPINIÃO

A falácia dos juros baixos


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O autor é formado em Filosofia, professor pelo estado do Paraná e especialista em Política e Ética

Desde o início do ano, Lula escolheu a taxa de juros do Banco Central como um inimigo recorrente, mas seus tentáculos são agora inalcançáveis. Por muito tempo, a independência do Banco Central era considerada tabu, com a crença de que o Estado era mais competente para determinar a taxa básica de juros do que o Copom, composto por especialistas.

No entanto, desde fevereiro de 2021, com a independência do Banco Central, o órgão ganhou autoridade para gerir sua taxa básica e controlar a inflação sem influência política. A função primária de um banco central é controlar a inflação e a valorização da moeda. No início de 2023, o Copom estabeleceu a meta de inflação de 3,25% para o ano, acreditando que, com a taxa de juros em 13,75%, a inflação poderia ser mantida dentro da meta. No entanto, as projeções atuais indicam uma inflação de 5,12% até dezembro, enquanto o governo espera 4,75% no máximo. Baixar a taxa de juros nesse cenário levaria à disparada da inflação. A discussão real deveria ser se devemos manter a taxa de juros atual e observar se a inflação continua em queda ou aumentar a taxa de juros para desacelerar a inflação mais rapidamente.

Qualquer outra discussão é mero populismo do governo petista, que busca aumentar os gastos desenfreados.