10 de julho de 2026
OPINIÃO

Número de pretos, pardos e idosos analfabetos é maior no Brasil

Por Gregório José |
| Tempo de leitura: 1 min
Jornalista/Radialista/Filósofo

O IBGE divulgou a taxa de analfabetismo que apontou um decréscimo de 2019 para 2022, quando foi feito o levantamento. O número hoje é 5,6% frente ao anterior que apontava 6,1% da população.

O Nordeste tinha a taxa mais alta (11,7%) e o Sudeste, a mais baixa (2,9%). No grupo dos idosos (60 anos ou mais) a diferença entre as taxas era ainda maior: 32,5% para o Nordeste e 8,8% para o Sudeste.

No Nordeste, Piauí (14,8%), Alagoas (14,4%) e Paraíba (13,6%) aparecem com os maiores índices de analfabetismo, cabendo as menores taxas ao Distrito Federal (1,9%), Rio de Janeiro (2,1%) e em São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,2%).

Dos números apresentados 7,4% de pessoas negras ou pardas com 15 anos ou mais de idade não sabiam ler ou escrever. Já pessoas brancas o percentual é de apenas 3,4%. Já as pessoas com mais de 60 anos de idade que não sabiam ler ou escrever, brancos representavam 9,3% enquanto pretos e pardos chegavam ao assustador 23,3% de analfabetos.

A desigualdade é enorme e faz com que governantes precisem rever suas políticas educacionais e seus programas de alfabetização de jovens e idosos, dando maior atenção a aqueles que se consideram pretos, pardos e que estão acima de 60 anos de idade ou se aproximando desta faixa etária.

O ponto positivo no levantamento, ainda tímido, mas para se comemorar é que pela primeira vez, mais da metade (53,2%) da população de 25 anos ou mais havia concluído, pelo menos, a educação básica obrigatória, isto é, possuíam ao menos o ensino médio completo.

O ponto triste destes dados é que as pessoas de cor preta ou parda representam apenas 47%, enquanto entre as brancas a proporção era de 60,7%.