Secretário estadual de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, o empresário Jorge Lima quer criar uma 'coalizão empresarial' em toda a região para fomentar qualificação profissional, emprego e renda.
Jorge esteve em Bauru nesta sexta-feira (16) e participou de um evento no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sediado no Distrito Industrial 1, onde realizou uma palestra sobre o tema.
Também participaram do evento a prefeita Suéllen Rosim (PSD), a deputada estadual Dani Alonso (PL), o deputado federal Capitão Augusto (PL), secretários de governo e prefeitos de várias cidades da região.
O titular da pasta de Desenvolvimento Econômico estadual afirmou no encontro que pretende implementar políticas de coalizão econômicas em todas as regiões administrativas de São Paulo - hoje divididas em 16. Segundo o secretário, a iniciativa visa credenciar o setor privado para incentivar as vocações de cada região e explorar seus respectivos potenciais. E o Estado, neste caso, entraria com as medidas de qualificação.
"O Sebrae tem um potencial enorme que podemos explorar com parceria do governo estadual", explicou. A coalizão também visa a discutir as principais demandas do empresariado para oferecer ações mais assertivas, como atração de investimentos, por exemplo.
Jorge elogia o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado - responsável por quase 36% do PIB nacional - mas afirma que a distribuição dos setores responsáveis pela economia estadual é muito desequilibrada.
"Na região metropolitana de São Paulo temos 51% do PIB. Na de Campinas, 19,8%. Em São José dos Campos, 5,8% e Sorocaba, 4,8%. A soma dessas participações supera 80%. E aí temos a região de Bauru, com 1,9% de participação, e outras com índices menores ainda. Isso é extremamente preocupante", argumentou.
Lima tem ampla experiência no setor empresarial e já foi vice-presidente, por exemplo, da gigante de exportação de alimentos BRF. Foi também assessor especial do Ministério da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PL).
"Essa região [de Bauru] apresenta alto potencial de crescimento e uma economia diversificada, com participação de grandes empresas como Ambev, Mafrig, Bracell, Duratex, JBS, Raízen e outros. Temos de destacar também a cana-de-açúcar, especialmente no momento de transição energética que vivemos", destacou.
Sócio de dezenas de empresas, entre gigantes e startups, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico revelou ao público que assistia à palestra ter sido sócio de uma vinícola na Argentina ao mesmo tempo em que não sabia da quantidade de empresas no ramo no próprio Estado de São Paulo - são mais de 200 delas.
"Eu não sabia e muita gente não sabe porque isso não é divulgado. É isso que temos de mudar. Ver a quantidade de oferta de mercado de trabalho em cada região e qualificar a mão de obra a partir disso", apontou.