09 de julho de 2026
EM BOTUCATU

Homem é confundido com estuprador e espancado ao acompanhar a própria filha

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Homem tentou explicar que ele era pai dela, mas, mesmo assim, os agressores o cercaram e o espancaram

Um homem de 36 anos foi espancado após ser confundido com um estuprador, enquanto acompanhava a filha de 13 anos, a distância, no trajeto da saída da escola até sua casa, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). A adolescente estuda no Sesi da cidade e, segundo o pai, um dos agressores seria funcionário da instituição.

O caso, registrado na tarde de segunda-feira (12), é investigado pela Polícia Civil. Em boletim de ocorrência, o homem relatou que, conforme combinado com a mãe da jovem, permitiu que a filha fizesse o trajeto da escola para casa desacompanhada, pela primeira vez. Mas, por segurança, ele a seguiria a certa distância, sem que a menina o visse.

No caminho, porém, três pessoas o abordaram e alegaram que ele estava perseguindo a garota. O homem tentou explicar que ele era pai dela, mas, mesmo assim, os agressores o cercaram e o espancaram, além de o terem chamado de "malandro", "estuprador", "safado, "vagabundo", "mentiroso", dizendo que iriam "quebrar as suas duas pernas".

PERSEGUIÇÃO

Ele conseguiu correr, mas, ainda de acordo com seu relato à Polícia Civil, foi perseguido e novamente espancado. Na sequência, conseguiu entrar no Senai em busca de ajuda, mas os indivíduos o alcançaram e voltaram a agredi-lo, dentro da sede.

Os autores só cessaram o espancamento quando, finalmente, foram convencidos de que o homem era pai da jovem. Em seguida, os três deixaram o local. À polícia, a vítima identificou um dos agressores como sendo funcionário do Sesi.

O pai perdeu diversos objetos pessoais, como pulseiras, relógio e par de óculos, e passou por exame de corpo de delito. Um boletim de ocorrência foi registrado por lesão corporal, ameaça e injúria. Em nota, o Sesi-SP informou ter tomado "ciência dos fatos, uma vez que o próprio diretor da instituição chamou a polícia" e aguarda a apuração do ocorrido pelas autoridades competentes.