10 de julho de 2026
BEM ESTAR

'Doenças do frio': criança é muito mais suscetível

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Crianças são mais propensas a contrair doenças respiratórias no outono e no inverno.

Com a chegada de dias mais frios, aumenta a incidência de doenças características do outono e do inverno. Muitas delas são ligadas ao sistema respiratório, como gripe, rinite, resfriado, otite, sinusite, faringite, amigdalite, asma e bronquite.

A maior presença de pessoas em ambientes fechados por causa das temperaturas mais baixas favorece a propagação de diversos tipos de vírus. E as crianças são as que mais sofrem nesse período, ressalta a pediatra Marina Noia, coordenadora da emergência do Centro Pediátrico da Lagoa.

"Durante o outono e inverno, ocorre o que chamamos de "período de pico", quando temos quedas bruscas de temperatura em um mesmo dia, menos umidade, poluição do ar aumentada, lugares que permanecem mais fechados e partículas que ficam em suspensão, o que favorece o aumento da circulação de vírus. A situação contribui para quadros de infecções respiratórias, como gripes, laringites, resfriados, sinusites, otites, bronquites, pneumonias. Crianças que têm alergias, como dermatite atópica, asma e rinite, sofrem um pouco mais", explica ela.

IMUNIDADE ALTA

A pediatra faz algumas recomendações, que valem também para crianças que não têm predisposição para problemas alérgicos.

"Não sair de casa muito cedo, pela manhã, ou muito tarde, à noite; manter a alimentação equilibrada com frutas, legumes e verduras; e fazer uma boa hidratação: esses são alguns pontos que melhoram a imunidade", orienta a especialista, que aconselha ainda que se evite o contato próximo com objetos que acumulam ácaros e poeira, como carpetes, cortinas de tecido e bichos de pelúcia.

A limpeza da casa é importante para diminuir os riscos de contaminação por essas doenças. Portanto, a orientação é limpá-la três vezes na semana com aspirador de pó, e os móveis com pano úmido.

"Lembre-se de não usar a vassoura, pois dispersa e levanta poeira", acrescenta.

Já as roupas guardadas por muito tempo, com tecidos pesados, devem ser lavadas com sabão neutro. Evite o amaciante ou produtos muito perfumados e, se possível, leve-as para secar ao sol.

Quando a criança dormir sem sintomas e acordar com o nariz entupido, Marina Noia afirma que é importante tomar algumas precauções para que o problema não se agrave: aumentar a umidade do ar no ambiente, oferecer bastante água e realizar lavagem nasal com soro fisiológico, além de não levar a criança à escola nesse dia.

A médica reforça que, em tempos de campanha de vacinação da gripe, a imunização é fundamental.

"Manter a caderneta de vacinação atualizada nos deixa ciente de que aquela criança recebe todos os cuidados que precisa da família. O Programa Nacional de Imunização do Brasil é um dos mais completos do mundo. Fique de olho no calendário e vacine seus pequenos", aconselha.

Ela ressalta ainda que é importante que, uma vez contaminada por uma doença respiratória, a criança seja atendida por um pediatra ou alergista.

"Procure o médico de seu filho ou um pronto atendimento de sua confiança.Se a criança já costuma fazer uso de algum medicamento, é importante não interromper o tratamento. No entanto, jamais utilize algum remédio sem prescrição", alerta.