Avaí - A 2ª Vara Criminal de Bauru recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público (MP) e tornou réus um homem de 52 anos e duas mulheres, de 24 e 33 anos, presos desde abril por suspeita de aliciar meninas para a prostituição e de comercializar fotos íntimas das vítimas mediante pagamentos por Pix em Avaí (39 quilômetros de Bauru). A Justiça decretou ainda prisão preventiva dos três.
Inquérito instaurado pela Polícia Civil, que foi concluído e relatado na semana passada, reuniu depoimentos e outras provas que confirmariam a prática criminosa por parte dos indiciados. No relatório final enviado à Promotoria, o delegado César Ricardo do Nascimento representou pela continuidade da prisão dos três e informou que aguarda apenas finalização da perícia nos celulares apreendidos com eles.
O MP concordou com o pedido e ofereceu denúncia contra o trio, que foi aceita pela Justiça. Agora, eles são réus em ação penal pelos crimes de estupro, estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. A Justiça em Bauru concedeu um prazo de dez dias aos três para que eles respondam às acusações por escrito, por meio de advogado ou defensor público.
Conforme divulgado pelo JC, no dia 6 de abril, durante uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar, o homem de 52 anos e as duas mulheres, de 24 e 33 anos, foram presos temporariamente, e cinco celulares foram apreendidos para perícia. Os nomes não foram divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para preservar as vítimas.
As investigações, que tiveram início a partir do recebimento de denúncias, de oitivas de testemunhas e de realização de escutas especializadas das vítimas, revelaram que o trio seria responsável por arregimentar adolescentes de Avaí para fins de prostituição, recebendo valores em dinheiro pela intermediação de programas sexuais com outros homens, e também por tirar fotografias íntimas das vítimas e enviá-las por meio de WhatsApp a "clientes" mediante pagamento por Pix.
Entre as vítimas, estão a filha de uma das investigadas, uma adolescente de 16 anos, que seria obrigada pela mãe a se prostituir desde os dez anos, e amigas dela, também adolescentes. Sobre a mulher, de 33 anos, também recaem acusações de maus-tratos contra a filha. Já o homem preso, pai da suspeita, é investigado por manter relações sexuais com amigas de sua neta em troca de valores em dinheiro.