Quando posso, gosto de assistir às sessões da Câmara Bauru às segundas-feiras. Ontem, 5/6/23, consegui e peguei uma fala do vereador Meira dizendo ser favorável, a prefeita também parece ser, à privatização da obra e tratamento futuro do esgoto da cidade. Foi além, questionou a capacidade do DAE que, segundo ele, não teria a expertise necessária para tocar a obra.
Concordo nisso com ele, mas discordo quando diz que a iniciativa privada construindo a ETE e depois explorando será a garantia de que tudo correrá bem no futuro. Com relação à obra e prestação do serviço do tratamento do esgoto, até disse que a letra "E" da sigla DAE poderia ser retirada ficando apenas "DA", Departamento de Água. Só um questionamento quanto a isso: não foi uma empresa privada "especialista" nesse serviço que ganhou a concorrência anos atrás iniciando a obra e após vários aditivos financeiros deixou aquilo às moscas?
Empresa privada nem sempre é garantia de bons serviços prestados, vemos isso em muitas obras pelo Brasil afora, muita gente lucrando e pouca produtividade. Pode argumentar e defender dizendo que tudo será "fiscalizado" futuramente, licitação, construção e tratamento, mas a pergunta que não quer calar é: "por que não fizeram isso à época e mesmo com dinheiro em caixa a obra está lá, se deteriorando?". Quem garante que farão isso no futuro? Difícil, né?
Criticar nem sempre é sinônimo de solução, essa é sempre mais complexa, lógico que temos que arrumar uma maneira. Bauru precisa tratar seu esgoto, porém, não será com palavras bonitas e nem ações imediatistas que tudo vai se resolver, o buraco é mais embaixo e vão ter que "esquentar muito a cuca" para chegar a um denominador comum que vai atender a todas as necessidades.