09 de julho de 2026
OPINIÃO

Shows na minha vida em Bauru

Por Nei Silva Lima |
| Tempo de leitura: 3 min

Mudar para Bauru em 1991 não tirou de mim o gosto por shows ao vivo.

Em São Paulo nem precisa falar que a oferta abundava, nossa metrópole apesar das diferenças sociais sempre ofereceu shows a preço populares e de graça também.

Lembro de assistir ao Madredeus e filarmônica de Nova Iorque, sob regência de Zubim Metha de graça no parque do Ibirapuera e ainda nem existia o belo auditório de Oscar Niemeyer!

Ver o artista, autor, interprete, músicos, na sua melhor essência que é se apresentar ao vivo, nu com sua música, não tem preço.

Em Bauru os primeiros shows foram no ginásio da Luso: Daniela Mercury, Ney Matogrosso com seu espetáculo Um Brasileiro com músicas de Chico Buarque.

Na saída esperei o artista na porta do Luso e pedi um autógrafo no encarte do CD. Outro show curioso foi o de Chico Cesar que vendeu poucos ingressos e no meio do show abriram os portões e pude contemplar o brilhante nordestino gravado por inúmeros interprete de Elba à Maria Bethânia.

O primeiro show de Marisa Monte que fui, aconteceu no Luso também. Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão que deu no show Barulhinho Bom, esplêndido.

Era seu terceiro álbum e já colecionada inúmeros hits.

O segundo show dela na cidade que fui: Memórias, crônicas e declarações de amor no ginásio Panela de Pressão, começo dos anos 2000.

O kart indoor também trouxe o magnânimo Gilberto Gil, Rita Lee e Beto Guedes, tudo isso anos 90. Na praça Portugal veio Maria Rita, gravida, com seu primeiro álbum desbundante. O espaço hoje virou shopping para pets.

Já o auditório Guilhermão no campus da Unesp foi palco de inúmeros artista dentre eles, Renato Borghetti, o violonista Paulo Nogueira e a brilhante Ná Ozetti com seu repertório cantando canções de Rita Lee. Também consegui o autografo dessa artista da vanguarda paulistana genial de voz doce.

O ginásio e o auditório do Sesc Bauru são os campeões de receber constelações da nossa amada MPB: por ali passaram, dos shows que fui: Ney Matogrosso, Paula Lima, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Mar'tnália, Alayde Costa (2 vezes), Guinga, Leila Pinheiro, Paula Lima (2 vezes também), Criolo, Lenine, Eugenia Melo e Castro, Rita Benedito (Rita Ribeiro), Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Vania Bastos, OSESP, Rosa Passos, Ceumar, Edu Lobo...

No teatro de Bauru mais formal, um repertório mais cult: Jaques Morelenbaum violoncelista que tocou com Tom Jobim, Caetano Veloso e Sting entre outros gênios. Também teve Francis Hime, Amilson Godoy e Flavio Venturini!

No gramado do parque Vitória Regia com seus shows populares de primeiro de maio, aniversário da cidade e Parada LGBTQIA : Emílio Santiago, Almir Sater, Renato Teixeira, Daniela Mercury, Preta Gil, OSESP e recentemente Amilson Godoi e Toquinho, que luxo. E ainda teve Arlindo Cruz na choperia (Monges) que virou igreja.

A cultura está aí, para todos, como o sol, a chuva, democraticamente. A música, as artes, as expressões artísticas da humanidade, a literatura, a leitura sempre serão nossos norteadores de uma sociedade democrática, plural, diversa, liberta de preconceitos e com certeza mais humana e divina, afinal somos imagem e semelhança do criador!

"A Literatura, como toda a Arte, é uma confissão de que a Vida não basta!" - Fernando Pessoa