O vereador Miltinho Sardin (PTB), líder da prefeita Suéllen Rosim (PSD) na Câmara, voltou a pedir nesta segunda-feira (29) estudos sobre o alargamento da avenida Comendador José da Silva Martha, que liga a Zona Sul de Bauru à região do Recinto Mello de Moraes e vários condomínios.
A medida já foi alvo de solicitação do petebista em 2019, ainda no governo Gazzetta, mas até agora não foi atendida.
O parlamentar, enquanto isso, afirma que a obra é ainda mais importante neste momento - especialmente após o diagnóstico de que cresceram os "gargalos" no trânsito do município, tema de reportagem do JC do último final de semana.
"A Comendador teve um 'boom' imobiliário, está recebendo condomínios e também empresas. Esse alargamento virou mais do que uma necessidade", disse Miltinho na sessão da Câmara desta segunda.
Como noticiou o JC no final de semana, a frota de veículos registrados em Bauru atingiu 300.144 automóveis no mês de abril. E se o tráfego já dispara nos horários de pico - às sextas-feiras, cresce em até 30%.
Para o vereador, uma das possibilidades é diminuir a largura do canteiro central da avenida, que tem cerca de nove metros de extensão. Segundo Miltinho, uma redução de alguns metros em ambos os lados abriria caminho para a construção de uma terceira pista de trânsito. O petebista não descarta, por exemplo, que a obra seja concedida a título de outorga onerosa - uma contrapartida de empresas que investem no município.
Em 2019, o JC já havia noticiado um pedido do parlamentar pelo alargamento da Comendador e a prefeitura, na época, argumentou que o plano inicial estava na instalação de ciclovias no canteiro central. Uma coisa, porém, não exclui a outra, garante o líder da prefeita.
MAIS TRÂNSITO
Como mostrou o JC no final de semana, a lentidão no trânsito municipal já não é mais uma característica exclusiva das grandes avenidas de Bauru. O tráfego moroso se estende agora às adjacentes e transversais, e até motoristas de aplicativo têm se queixado do problema: está quase impossível pegar "atalhos", principalmente nos horários de pico.
O aumento da frota de veículos ativos nas ruas ajuda a explicar o fenômeno. Mas não somente isso. Em entrevista ao JC, o engenheiro de trânsito Archimedes Raia Júnior apontou que houve também uma mudança de hábitos da população durante a pandemia. Munícipes deixaram de utilizar transporte coletivo para evitar o vírus e, passados três anos desde então, não se readaptaram na Circular.