08 de julho de 2026
OPINIÃO

A Globo e o etarismo

Por Paulo Neves |
| Tempo de leitura: 2 min

Li em uma revista semanal que o preconceito contra os idosos chamado de "etarismo" ainda é um mal muito latente nos dias e hoje advindo de estereótipos que fazem parte da construção da sociedade, os preconceitos referem-se à saúde, à capacidade e empenho, idade, fragilidade entre outros.

A Globo explica a saída de seus profissionais: "A Globo , assim como as demais empresas de referência do mercado, tem um compromisso permanente com a busca de eficiência e evolução, mas lamenta quando se despede de profissionais que ajudaram a escrever e contar a sua história." O trabalho de inclusão é importante, fundamental, do negro, da mulher, do homossexual, isso tem que estar escrito em qualquer cartilha dos direitos humanos e respeitado. O debate néo é esse, não vamos nos perder, fundamental é que em qualquer atividade o primeiro ponto é o talento. A Globo perdeu a mão, o braço, o pescoço, o rosto, pois agora existe o etarismo.

A Administração fala que é preciso cortar salários, até aí não dá para conversar, afinal, cada empresa com seus problemas, principalmente agora que a audiência está caindo cada vez mais e não existe novelas e bbbs que salvem, mas voltemos ao assunto: ela está mandando embora os profissionais que completam 50, 55, 60 anos de idade gente com muito talento, qualidade e com 30, 40, 50 anos de serviços prestados, profissionais muito qualificados, como é caso dos narradores Jota Jr, Cleber Machado, Jaime Jr, comentaristas como o excelente Maurício Noriega, entre outros. Convenhamos, já que o assunto é etarismo e talento é o que falta para comentaristas e narradores contratados, são muito fracos é só analisar no contexto que estão sendo inseridos, seja no esporte ou na política, eles são os mais notados nos infindáveis debates esportivos e políticos, são programas que não deveriam existir porque não levam a nada a não ser estimular o ódio, as contendas, debates abjetos com foi o caso do senador Girão e o ministro Silvio Almeida, que deu uma lição política civilizatória e democrática no senador bolsonarista e a aula de civilidade que o ministro Flávio Dino deu no moleque deputado federal.

Existe um ponto básico que observamos nas grandes empresas midiáticas e que tem que sobressair nos profissionais, reafirmo novamente: o talento e a capacidade de escrever, de verbalizar, de dialogar acima das questões étnicas e sociais, senão fica reduzida a hipocrisia, a mentira, a mesmice, a falta de critérios, como é comum na Globo, na CNN, na Jovem Pan, na Record, na Band, na SBT, entre outras.