11 de julho de 2026
SENTENÇA

Motorista responsável por acidente que matou jovem é condenado a 15 anos em Bauru

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Facebook/Reprodução
Pedro Toniatto Fernandes, de 19 anos, era estudante de engenharia agrícola

A Justiça condenou a 15 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, Leonardo Goulart de Oliveira, motorista do veículo envolvido no acidente de trânsito que matou o estudante de engenharia agrícola Pedro Toniatto Fernandes, aos 19 anos, na madrugada de 18 de maio de 2019, no quilômetro 336 da rodovia Marechal Rondon (SP-300), na altura do Trevo da Eny, em Bauru. A defesa dele afirma ainda analisar se cabe recurso à sentença proferida após júri popular nesta quinta-feira (4), no fórum da cidade.

Conforme o JC noticiou, na data do desastre, Leonardo, atualmente com 26 anos, voltava de uma festa em Piratininga dirigindo um Ford Ka com quatro amigos, sendo três homens e uma adolescente, com 17 anos na época. Por volta das 5h, o veículo capotou, caiu em uma ribanceira e colidiu com uma árvore.

Em decorrência do acidente, Pedro, que estava no banco de trás, morreu no local. Os outros dois jovens - que também estavam atrás - foram socorridos com ferimentos graves. O passageiro da frente teve lesões leves.

Na ocasião, Leonardo foi preso em flagrante por embriaguez ao volante e teve sua habilitação apreendida, mas, ainda em 2019, obteve o direito de responder ao processo em liberdade. Em 2021, ele recuperou o direito de dirigir.

Segundo o texto da decisão da juíza Érica Marcelina Cruz, da 1.ª Vara Criminal de Bauru, as vítimas disseram em plenário que Leonardo, na data, além de ter dirigido após consumo de bebida alcoólica, também realizou manobras perigosas - como "cavalo de pau" -, conduziu em zigue-zague e em alta velocidade, ultrapassando 160 quilômetros por hora, mesmo com os passageiros pedindo que ele parasse.

Assim, Leonardo, que inicialmente respondia por homicídio doloso e duas tentativas de homicídio, foi condenado, em primeira instância, a 15 anos de reclusão por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de produzir um resultado), lesão corporal grave e leve, e foi encaminhado a um presídio da região após ter sua prisão preventiva decretada durante o júri. A Justiça também negou o direito de recorrer em liberdade.

Sobre a decisão, o advogado Marcos Paulo Sena Santos Ballester, que representa o sentenciado, afirmou que analisará a decisão em sua integralidade, já que, segundo ele, existem várias questões complexas relacionadas à aplicação da pena. "Depois disso, diante da minha obrigação legal com o réu, vou analisar se é caso de entrar com recurso", conclui.