11 de julho de 2026
BAURU

Meira defende aplicação em Bauru de projeto bem-sucedido no Rio de Janeiro

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Vinicius Bomfim/JC Imagens
Meira apresentou o projeto na sessão da Câmara desta terça-feira (2)

O vereador Coronel Meira (União Brasil) defendeu a implementação em Bauru de uma iniciativa bem-sucedida no Rio de Janeiro que valoriza a economia local nas comunidades carentes e auxilia na zeladoria municipal.

O projeto cria pontos de coleta de recicláveis gerenciados pela prefeitura em diversos bairros do município. O governo compra os materiais dos próprios moradores, mas não paga em dinheiro em espécie - e sim em um cartão de crédito governamental que só é aceito em estabelecimentos da própria comunidade e devidamente cadastrados pela administração.

O projeto foi tema de reportagem do programa Jornal Nacional (TV Globo) na semana passada. Donos de estabelecimentos ouvidos na matéria celebram os resultados da proposta e garantiram que a medida fomenta o comércio local. Meira diz que a iniciativa seria muito bem-vinda em Bauru.

E não apenas ao valorizar as pequenas e médias empresas das comunidades, garantir renda extra aos mais carentes ou fortalecer o cenário socioambiental - segundo ele, associações que gerenciam a coleta de recicláveis poderiam separar o material na área de transbordo do lixo que vai para o aterro sanitário de Piratininga.

Isso impactaria, diz Meira, também nos cofres públicos municipais. "Se considerarmos que 40% dos resíduos que vão para o aterro são recicláveis, teríamos cerca de 115 toneladas por dia deste material", disse na sessão da Câmara desta terça-feira (2).

"A retirada dos recicláveis diminuiria a quantidade de lixo aterrada, o que tornaria o contrato com a Estre mais barato", prossegue o vereador. Pelos cálculos de Meira, seriam R$ 4,6 milhões anuais economizados somente com transporte.

O valor maior está no aterramento: com 40% a menos de lixo, diz o parlamentar, pelo menos R$ 6 milhões deixariam de ser gastos neste contrato todo ano. "Teríamos uma economia anual de cerca de R$ 11 milhões e, de quebra, ajudaríamos a fomentar o comércio local", aponta o vereador.