O mês de abril ainda não terminou e Bauru já superou, em 2023, o número de casos e mortes por dengue registrados no ano passado inteiro. De acordo com o Departamento de Saúde Coletiva (DSC), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, nestes primeiros quatro meses incompletos, já foram contabilizados 4.955 casos autóctones, sendo 71 com sinais de alarme, dez casos importados e seis óbitos pelo agravo.
Duas das mortes foram divulgadas nesta terça-feira (25). A primeira é de uma mulher de 88 anos, que teve início dos sintomas em 24 de março e morreu em 6 de abril. Ela estava internada no serviço público e possuía hipertensão. A segunda é de uma paciente do sexo feminino de 64 anos. Ela começou a manifestar sintomas em 29 de março e foi a óbito em 7 de abril, estava internada no serviço público e tinha hipotireoidismo.
Já em 2022 todo, foram registrados 3.816 casos autóctones e 11 importados, com quatro mortes. Ou seja, em menos de quatro meses, 2023 já contabiliza um número de infectados 30% maior, com um volume de óbitos também superior. As estatísticas deste ano também já superam as de 2021 e 2020, ficando, até o momento, aquém de 2019, quando Bauru viveu sua pior epidemia de dengue (veja quadro abaixo).
De acordo com o DSC, somente no período de 12 de fevereiro a 18 de abril, Bauru somou 818 novos casos da doença, incluindo os dois óbitos mais recentes. Há, ainda, 4.175 casos suspeitos em apuração e a Vigilância Epidemiológica investiga se a dengue também foi a causa de outros três óbitos.
As primeiras mortes confirmadas, já divulgadas, ocorreram em 18 de fevereiro, de uma garota de 15 anos; em 13 de março, de uma criança, do sexo feminino, de 9 anos; em 24 de março, de um idoso de 87 anos; e em 14 de abril, de um homem de 62 anos.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que segue com ações de orientação aos moradores, eliminação de criadouros e nebulização em áreas com casos positivos. "A prefeitura pede a colaboração da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como latas, pneus, potes e garrafas, que devem ser levados aos Ecopontos, e ainda verificar sempre os vasos de plantas, calhas, caixas d'água, ralos, e manter quintais, calçadas e terrenos limpos", recomenda.
Segundo a administração municipal, nas últimas semanas, foi realizado mutirão em todas as regiões do município para recolher materiais que possam acumular água e servir como criadouro do mosquito Aedes aegypti. Na ocasião, foram recolhidas 380 toneladas de resíduos.
"No entanto, a população deve seguir colaborando, com a eliminação correta de recipientes que possam acumular água", reforça a nota. Já a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) realizou mutirão de fiscalização de terrenos sujos, com a notificação aos proprietários. Aqueles que não promoverem a devida limpeza serão multados.