“A luta não é só nossa, a luta é de todos”. A frase foi proferida durante caminhada realizada, na manhã deste sábado (15), até a quadra 5 do Calçadão da Batista de Carvalho, em Bauru, por membros do grupo SOS Escolas. Com o objetivo de chamar atenção para a questão da segurança nas unidades escolares, vestidas de branco e com bexigas, as participantes se concentraram, inicialmente, na Praça Rui Barbosa.
No local, as organizadoras destacaram ainda a importância dos pais estarem presentes na educação dos filhos e da necessidade das escolas contarem com psicólogos. Algumas integrantes do movimento estavam acompanhadas pelos filhos e levaram cartazes com dizeres como “Eu quero viver, estudar, crescer” e “Um dia o filho de alguém acordou cedo, foi pra escola e não voltou mais”.
Interessadas em encontrar soluções para o problema de violência nas escolas, seja por meio de ideias suscitadas em grupos de pais ou com o auxílio de autoridades no assunto, elas participarão de uma reunião, marcada para a próxima terça-feira (18), com o secretário municipal de educação, Nilson Ghirardello.
Conforme o JCNET divulgou, o SOS Escolas surgiu a partir de mães preocupadas com os ataques registrados no País em unidades escolares. Elas, então, decidiram se unir para cobrar segurança. Segundo Ana Julia Sandrin, em apenas 48h, o grupo já tinha reunido mais de 1,1 mil pessoas no WhatsApp. Atualmente, são dois com aproximadamente 1,5 mil pessoas, cada um. A partir deste sábado (15), eles estarão abertos para novos interessados.
Em entrevista, Ana Julia Sandrin também ressaltou a importância dos pais checarem a bolsa das crianças antes de seguirem para as aulas. Isso porque, nas ultimas semanas, houve registro de estudantes levando arma branca (facas, por exemplo) para a escola com o intuito de se defenderem.
Wagner Correia, 59 anos, que é avô e pai da Denise Correia, uma das organizadoras do SOS Escolas, diz apoiar o projeto e se preocupar com a segurança da neta. Para ele, o governo deve blindar o ambiente escolar reforçando a segurança.
Mesmo juntando 1.500 pessoas em dois grupos de WhatsApp, o encontro deste sábado reuniu cerca de 100 pessoas, comenta Queren Gomes, uma das fundadoras. Ela considerou o número baixo e cobrou união, além de criticar o “Botão de pânico”, proposto pela prefeita Suéllen Rosim (PSD). Na opinião de Queren, antes de pensar nesta medida, é preciso muita coisa, como psicólogos e assistentes sociais nas escolas.