11 de julho de 2026
COHAB

Novo leilão dos bens da Cohab renova expectativa de credores

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Malavolta Jr./JC Imagens
Leilão do prédio da Cohab foi determinado pela primeira vez em agosto do ano passado a pedido da Construtora LR, empresa para quem a companhia deve R$ 600 mi

O novo leilão de imóveis da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), que se inicia em 8 de maio, renova a expectativa de credores para receber pelo menos parte das dívidas que a empresa contraiu ao longo dos anos. O procedimento foi autorizado pelo juiz André Luís Bicalho Buchignani, da 6.ª Vara Cível de Bauru, no final de fevereiro.

O leilão inclui a sede da companhia - um prédio na avenida Nações Unidas -, 14 lotes de terreno da Vila Tecnológica, avaliados em R$ 3.271.124,00 ao todo, e a gleba urbana da Fazenda Vargem Limpa, com extensão de 812.157,90 metros quadrados e aferida em R$ 34 milhões. A sede da companhia habitacional, por sua vez, está avaliada em R$ 13.413.597,76.

Este será o segundo grande leilão de propriedades - e o maior deles no quesito financeiro - no âmbito da batalha judicial travada entre a Cohab e a Construtora LR, uma das maiores credoras da companhia e que há anos cobra da Cohab um débito superior a R$ 600 milhões.

A construtora foi contratada pela companhia para construir um conjunto habitacional em São Manuel ainda na década de 1990, numa obra bancada pela Caixa Econômica Federal, mas o banco não repassou os recursos integralmente à Cohab - que, por sua vez, não pagou a LR.

Restou à construtora cobrar a dívida na Justiça. O processo já transitou em julgado, e desde então a companhia posterga o pagamento do débito.

A Cohab chegou a contestar o laudo que avaliou os lotes da Vila Tecnológica e a gleba urbana da Fazenda Vargem Limpa.

Em manifestação à Justiça em novembro do ano passado, a companhia apresentou um laudo próprio e apontou que as glebas custariam R$ 4.119.510,00 em valores de mercado. O magistrado Bicalho, no entanto, rechaçou o argumento da empresa de economia mista.

A sede da companhia chegou a ir a leilão no ano passado, mas não houve ofertas e a venda do imóvel fracassou. Agora, no entanto, o procedimento terá duração de três dias, e não apenas de um, como aconteceu na primeira ocasião. E mais: as diversas propriedades que serão leiloadas dão aos credores uma esperança maior de que desta vez as vendas podem sair do papel.

Embora a LR seja a principal exequente - o processo foi ajuizado por ela, afinal -, outros credores também conseguiram penhora de valores na ação. Neste caso, cada um receberá proporcionalmente às eventuais vendas que ocorrerem nos leilões.