09 de julho de 2026
BAURU

Mesmo com liminar, servidores decidem manter a greve e farão contraproposta

Por Bruno Freitas, André Fleury Moraes e Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sinserm/Divulgação
Servidores voltaram a se reunir nesta quarta-feira, na sede do Sinserm

Depois de quase três horas de debate em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (12), a maioria dos servidores municipais de Bauru em greve decidiu pela manutenção da paralisação, mesmo após liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo determinar a manutenção de 100% do efetivo em serviços essenciais, no decorrer do movimento. Diante da situação, os trabalhadores tiraram uma contraproposta a ser encaminhada ao Executivo.

Ela prevê reajuste salarial, do vale-compras e abono pecuniário de 7,24%, mais abono de R$ 500 para todos os servidores ativos e aposentados, sem teto. O Sinserm, sindicato da categoria, enviará ofício para a prefeitura ainda hoje e comparecerá à audiência de conciliação agendada pela Justiça para dia 14 de abril.

A decisão liminar do TJ atinge 100% do funcionalismo das pastas de Saúde, Educação e Assistência Social. Servidores do Departamento de Água e Esgoto (DAE) também estão enquadrados. Já os serviços considerados não essenciais, como Cultura e Esportes e Lazer, deverão respeitar o percentual mínimo de 70% do quadro em atividade. O Tribunal também estipulou multa diária de R$ 10 mil caso os limites estabelecidos não sejam cumpridos. A ação foi ajuizada pela Prefeitura de Bauru no último sábado (8).

Segundo o Sinserm, a maioria dos servidores grevistas é oriunda da Secretaria da Educação. Inicialmente, categoria reivindicava 12% de aumento, índice que a prefeitura considera inviável devido ao impacto na Funprev e à impossibilidade de conceder a mesma majoração aos trabalhadores da Emdurb.

A prefeita Suéllen Rosim (PSD) havia oferecido, em reunião realizada nesta terça (11), o reajuste de 6% nos salários e no vale-alimentação retroativo a janeiro de 2023, e não mais março, data-base do dissídio coletivo. Os servidores, no entanto, rejeitaram.

Por nota, a prefeitura informou que 688 funcionários haviam aderido à paralisação, iniciada em 4 de abril, mas a expectativa é de que todos os serviços essenciais estejam em pleno funcionamento a partir desta quarta, o que não aconteceu, apurou a reportagem.