11 de julho de 2026
EM BAURU

Homem é condenado a quase 15 anos por atirar em mulher e a deixar paraplégica

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Douglas Reis/JC Imagens
Fórum de Bauru

Um homem de 46 anos foi condenado, em primeira instância, a quase 15 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tentar matar uma mulher, atualmente com 52 anos, no bairro Chácara São João, em Bauru. De acordo com a sentença, na noite de 12 de fevereiro de 2019, Antonio Cerqueira dos Santos invadiu a residência e, pela janela, atirou três vezes nas costas da vítima, enquanto ela dormia. Como consequência, a agredida ficou paraplégica e, até hoje, tem projéteis alojados na coluna. A defesa do acusado afirmou que recorrerá da decisão da Justiça.

Conforme o JC noticiou com base em informações da Polícia Civil, a vítima e seu esposo tinham um depósito de recicláveis, que funcionava na mesma propriedade onde viviam. O marido, na época, dispensou o funcionário Antonio. Porém, no final de semana seguinte, o homem retornou ao local para exigir o pagamento de R$ 100,00, que entendia ser devido pelo trabalho realizado.

Por sua vez, o proprietário do depósito disse ter dado apenas R$ 50,00, sendo questionado pelo ex-funcionário. A esposa interveio e o homem a empurrou, sendo que o marido dela revidou com socos no rosto do oponente. Em seguida, o indivíduo teria jurado de morte o ex-patrão, ainda segundo a polícia.

Três dias depois da briga, Antonio invadiu efetuou os disparos nas costas da moradora, pela janela, enquanto ela dormia no quarto. De acordo com a sentença assinada pela juíza Érica Marcelina Cruz da 1.ª Vara Criminal de Bauru, a vítima contou à Justiça que, logo após ser atingida, escutou o atirador dizer: "estourei a cabeça desse velho maldito".

CONSEQUÊNCIAS

Ainda segundo a decisão da magistrada, em decorrência do crime, a mulher ficou internada por ao menos 24 dias, foi submetida a cirurgias, usou fraldas e, até hoje, suporta as consequências do delito, na medida em que é cadeirante porque perdeu o movimento das pernas. Também sofre com dores por ter projéteis alojados na coluna, que os médicos temem retirar e prejudicar ainda mais sua condição de saúde.

Após júri popular no último dia 28 de março, Antonio foi condenado a 14 anos, 9 meses e 25 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. Agora, ele, que não está preso, é considerado foragido da Justiça. O advogado de defesa do réu, Willian Luiz Candido Zanata Ferri, afirmou que recorrerá da decisão, por considerá-la contrária à prova dos autos.