O Produto Interno Bruto (PIB) da região de Bauru cresceu 4,6% em 2022, na comparação com o ano anterior. O índice, divulgado nesta semana pela Fundação Seade, já desconta a inflação e corresponde ao terceiro melhor resultado entre todas as regiões administrativas do Estado (veja no quadro abaixo).
As primeiras maiores variações foram as das regiões de Marília, com alta de 5%, e Santos, com 4,8%. Considerando os números absolutos, o PIB de Bauru avançou de R$ 58,768 bilhões para R$ 68,093 bilhões, somado o resultado de 39 municípios.
O Produto Interno Bruto representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como administração pública, agricultura, indústria, serviços e comércio.
O resultado regional, segundo o Seade, foi maior do que a média do Estado, de 2,8%, e do País, de 2,9%. Ao todo, o Estado registrou, em 2022, um PIB de R$ 3,221 trilhões. Segundo Vagner Bessa, gerente de indicadores econômicos da fundação, o setor de comércio e serviços, responsável pela geração de 67% do PIB regional, mais uma vez, foi o principal responsável pelo resultado, com alta de 5,1%.
"No Estado de São Paulo como um todo, o segmento de serviços teve um papel positivo principalmente no ramo de transportes, alimentação e alojamento, que abrangem também o turismo, muito prejudicado durante a pandemia de Covid-19. Fora isso, Bauru é um entroncamento importante no Interior, que possui entrepostos de logística muito fortes", frisa, acrescentando que, nos últimos dois anos, a economia regional cresceu 11,9%, um índice considerado robusto.
INDÚSTRIA
Já a indústria regional, que registrou variação positiva de 5,4%, teve desempenho de destaque especialmente no ramo de papel e celulose, muito provavelmente em razão das atividades desenvolvidas pela Bracell, em Lençóis Paulista. "A indústria na região cresceu mais do que no ano passado, quando o PIB do setor havia aumentado em 3,8%", acrescenta.
Para se ter ideia, o valor adicionado ao PIB pelo segmento de comércio e serviços na região avançou de R$ 32,8 bilhões para R$ 38,2 bilhões e, pela indústria, de R$ 16,1 bilhões para R$ 19,4 bilhões. Já a agropecuária alcançou R$ 2,9 bilhões nos últimos dois anos, o que corresponde a uma perda real, considerando o índice de inflação. "Porém, este último segmento representa apenas 4,9% valor adicionado, ou seja, tem uma representatividade menor no todo. Hoje, a cana-de-açúcar é o principal produto do complexo do agronegócio paulista e permeia todo o Interior, mas estamos assistindo a uma evolução bastante significativa do plantio de soja", completa.