Começou nesta semana a Safra Canavieira 2023/2024 na área de abrangência da Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê (Ascana), com uma previsão de colheita de 8,1 milhões de toneladas de cana, o que representa um volume 7% maior do que o da safra passada. Na Usina São José, a moagem teve início na segunda (3) e na Usina Barra Grande, na terça (4). A previsão é de que a colheita termine em novembro.
A safra 2023/2024 terá 240 dias de trabalho, 24 horas por dia. Colheita, transporte e moagem seguem em ritmo coordenado para que os resultados sejam satisfatórios. O presidente da Ascana, Pedro Luís Lorenzetti, diz que, por conta das chuvas, colheita e plantio serão realizados simultaneamente. "É uma tarefa árdua, mas estamos programados e, por isso, é preciso planejar e se preparar para não ter sobra de cana", afirma.
Nos meses que antecederam a safra, colaboradores de empresas agrícolas associadas à Ascana realizaram capacitações, como treinamento de combate ao fogo para equipes de brigadistas. Além disso, queimadas são monitoradas por câmeras em todo o canavial da área de abrangência da Associação, que contempla 15 municípios. Esse monitoramento é feito via satélite, por cinco câmeras conectadas a uma Central.
A Ascana também lançou, no mês passado, a Campanha Trânsito Seguro, durante o 1º Encontro de Motoristas, que contou com orientações a colaboradores das agrícolas associadas à entidade e da Zilor Energia e Alimentos. Para transportar as 8,1 milhões de toneladas de cana da lavoura para a indústria, são estimadas 145 mil viagens de cana, o que pode chegar a 7 milhões de quilômetros rodados em 240 dias.