10 de julho de 2026
EMDURB

Pacote da Emdurb é só o início da reestruturação, diz governo

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
André Fleury Moraes
Presidente da Emdurb, Donizete do Carmo

O pacote de medidas da Emdurb, que inclui cinco projetos que passam por reduções de cargos comissionados, alterações em regimes contratuais e subvenção econômica, é apenas o início de uma reestruturação que deve continuar nos próximos anos, dizem a prefeita Suéllen Rosim (PSD) e o presidente da empresa pública, Donizete do Carmo.

"O pacote é o primeiro passo da revisão de toda a Emdurb, algo que nós iniciamos", disse Suéllen ao lado do presidente da empresa. "Para além das propostas principais, há outras ações paralelas", complementou Donizete.

Uma delas é o fim do transporte dos resíduos sólidos urbanos até o aterro de Piratininga, medida que até há pouco tempo estava a cargo da empresa pública. Como noticiou o JC, o governo assinou um novo contrato de gerenciamento do setor e o deslocamento até o destino final ficará a cargo da Estre Ambiental, mantenedora do aterro de Piratininga e vencedora da licitação do gerenciamento dos resíduos.

"Isso gera uma economia não somente em combustível ou pedágio, despesa que, somada, superava R$ 70 mil por mês. Mas também na manutenção dos caminhões, já que eram várias viagens por dia num trajeto de 70 quilômetros", explica do Carmo, que descarta quaisquer hipóteses de se terceirizar a coleta de lixo, serviço que permanecerá com a Emdurb.

A estimativa é de que o déficit de R$ 1,4 milhão mensais seja reduzido gradativamente até que receita e despesa se equilibrem, o que deve acontecer, pelos cálculos do governo, até o final de 2024.

Uma das apostas da Emdurb dentro do pacote de reestruturação é a instituição do Plano de Demissão Voluntária (PDV) aos funcionários da empresa. O presidente Donizete admite que não é possível mensurar o número de adesões, mas acredita num resultado positivo. Outra proposta da série de projetos proíbe a Emdurb de criar ou aumentar despesa com pessoal por meio de ato normativo enquanto estiver com déficit financeiro ou orçamentário, exceto no caso de reposição dos salários.

Donizete também não descarta, para além da redução de cargos em comissão, extinguir outros cargos que já não servem mais aos moldes atuais da empresa. "Se ficar vago, posso extinguir por ato normativo", explica.