10 de julho de 2026
REUNIÃO

Suéllen Rosim propõe 6% de reajuste e Sinserm levará tema para assembleia

Por André Fleury Moraes - Atualizada às 6h |
| Tempo de leitura: 2 min
André Fleury Moraes
Reunião de ontem no Palácio das Cerejeiras entre Sinserm e prefeita terminou com a recusa do sindicato à proposta, que será discutida e decidida em assembleia

A diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) recebeu uma proposta de reajuste de 6% no salário do funcionalismo através da prefeita Suéllen Rosim (PSD), durante reunião no início da noite desta quarta-feira (15). A entidade, que a princípio rejeitou o índice, levará o tema para ser discutido e decidido em assembleia dos servidores, na próxima quinta-feira.

A proposta da prefeitura inclui 6% de reajuste aos vencimentos tanto dos servidores ativos como dos inativos. O projeto vale também para o DAE, que é uma autarquia, mas não à Emdurb - que funciona em regime de empresa pública. O mesmo índice de reajuste será concedido ao vale-alimentação.

O teto para a concessão do vale-transporte também foi reajustado no mesmo percentual do aumento salarial. Segundo a prefeitura, o aumento serve "para que nenhum servidor que atualmente tenha direito ao benefício seja prejudicado". O percentual proposto pelo governo é pouco mais do que a reposição da inflação, que fechou em 5,79% nos últimos 12 meses. O sindicato da categoria acredita que o índice pode aumentar após as negociações.

Na reunião de ontem, porém, Suéllen e seu secretário de Finanças, Everton Basílio, foram claros no sentido de que a proposta atual é o limite do que o governo pode oferecer.

No ano passado, o governo chegou a conceder um reajuste de 10,06%, cobrindo a inflação de 2021. Já o valor do vale-alimentação dobrou na comparação de 2020 para 2022, tendo aumentado de R$ 500,00 para R$ 1.000,00. Agora, o benefício sobe para R$ 1.060,00.

O projeto de lei com os reajustes no salário, vale-alimentação e demais benefícios, deve ser enviado para a Câmara Municipal a princípio nesta quinta-feira (16). Mas a entrega do texto pode ser adiada para aguardar a assembleia dos servidores no sindicato.

A discussão sobre o reajuste do funcionalismo público de Bauru se arrasta já há alguns meses. A indefinição se alongou especialmente porque a prefeita Suéllen pediu um estudo de impacto orçamentário à Fundação de Previdência dos Servidores Públicos Municipais Efetivos de Bauru (Funprev), o que não aconteceu no ano passado.

Neste caso, o governo argumenta que a Funprev já vive uma situação delicada - com um déficit de R$ 180 milhões - e que não poderia ficar de fora das discussões.

Um dos argumentos que o Sinserm apresentou na reunião de ontem foi a situação confortável dos caixas da prefeitura, que tem cerca de R$ 200 milhões nas contas referentes ao superávit do ano passado.

O secretário de Finanças, no entanto, adiantou que parte deste valor já está comprometido. "Temos obrigações a cumprir. Acordos com o Ministério Público, obras de grande valor, entre outras coisas", disse Basílio.