Apesar das imperfeições humanas, o capitalismo aplicado numa democracia continua ser o sistema mais vitorioso do mundo na geração de riqueza, sendo utilizado em mais de 100 países, onde inclui os de maiores renda per capta (EUA, Japão, Alemanha...), bem como os de menores desigualdades sociais (Eslováquia, Noruega, Islândia...). Nestes países, a eficácia democrática não é uniforme pois depende de fatores locais, como as leis, nível educacional e rigor judicial para inibir os espertos. Lembramos que "democracia" significa que o soberano da nação é o povo, com o poder de eleger representantes para o parlamento criar as leis do País. Nelas, se destaca a liberdade como fator fundamental dos direitos do cidadão, inclusive de empreender que caracteriza o "capitalismo". Assim, cada pessoa do povo pode criar atividades, produtos ou serviços (boates, indústrias, oficinas...) que atendem aos vários interesses e gostos, e esta dinâmica passa a permear toda sociedade com a geração dos empregos.
Assim, qualquer um que venceu pelo próprio esforço e qualificação, acaba contribuindo neste processo com, por exemplo, a compra de um carro, pois estaria ajudando outras pessoas adquirir empregos: na fábrica do carro, na revendedora, na oficina, na seguradora etc. Cada pessoa se encaixando conforme sua habilidade e esforço, o trabalho e ganho de um, ajuda a criar o trabalho e ganho do outro, gerando ao final um benefício coletivo. Isto é a grande virtude deste sistema na criação e distribuição da riqueza. Uma questão polêmica se refere a distribuição da riqueza gerada. No sistema "democracia & capitalismo", normalmente ela não é repartida "igualmente" aos participantes como o socialismo defende, mas, para cada função exercida, proporcional ao desempenho de cada um. Isto se justifica pelo simples fato de que a "igualdade" levaria a acomodação, pois é próprio do ser humano: "por que me esforçar, se vou ganhar o mesmo que outro que não rende tanto!".
Além disso, num empreendimento: o conhecimento, a criatividade e o risco de dar certo ou não, é dos investidores e não dos empregados. Em geral, boa parte dos empreendimentos apenas se equilibram, e muitos fracassam com perda total dos investidores e nem se fica sabendo. E os poucos de sucesso com os responsáveis ficando ricos, repercutem causando cisma para alguns, mas, creio ser um grande equívoco. A lógica é o sucesso significar que o empreendimento "foi bem aceito" pelo povo, tanto nos preços como nos produtos. É bom também esclarecer outra afirmação dos socialistas: "no capitalismo a riqueza é repartida numa conta de soma zero", significando que: um ganha o mesmo que outro perde. Ou de outro modo: "o rico é rico, pois abocanha parte que seria do pobre". Mas, o que ocorre é bem diferente, pois num empreendimento de sucesso, a riqueza gerada só beneficia e nunca prejudica ninguém, uma vez que ela não existia antes, sendo adicional aumentando o PIB do País. Por exemplo: suponha que o investimento inicial num supermercado (terreno, construções, equipamentos, estoque...) foi de R$ 40 mi. No funcionamento, admitindo o total (100%) das vendas no 1º ano de R$ 100 mi, descontando as despesas usuais (reposição de estoque, impostos...) de R$ 30 mi (30%) e os salários dos empregados R$ 60 mi (60%), sobrariam R$ 10 mi (10%) como lucro do investidor neste 1º ano, sem contar o investimento inicial (R$ 40 mi).
Este empreendimento poderia ser considerado de sucesso, pois atendeu bem a região tendo em vista o bom volume das vendas, além do que seus empregados ficam com a maior parte (60%) delas. Mas, o nó da questão está no lucro que, no caso, restabeleceria apenas R$ 10 mi do investimento inicial de R$ 40 mi e, se este lucro se mantiver, necessitaria mais 3 anos para recuperar o total investido, o que é algo animador. Nos próximos anos, se aumentar o lucro seria melhor ainda, mas, se diminuir, começaria a piscar o "sinal vermelho de perigo" pelas incertezas pois dependemos dos outros, podendo resultar no caso extremo de fechar o supermercado. E aí? Este é o risco da liberdade de se fazer o que quiser, mas que também depende das políticas do governo federal.
Neste caso, se alguém estiver inseguro de usar sua liberdade, uma opção seria apoiar o "socialismo" como sistema, acreditando que os outros vão cuidar dele, mas, seria bom não esquecer que estes "outros" também não são perfeitos. Formalmente, o socialismo é adotado em 5 países (Cuba, Coreia do Norte...), estabelecendo um "Estado" com poder total nada democrático. Nele, diminui muito a liberdade das pessoas, inclusive para reclamar, e reduz também os empreendimentos e a riqueza gerada, sobrando pouco pra distribuir.