Mario Sergio Cortella e Clóvis de Barros Filhos são filósofos e sempre palestraram em empresas. Ou seja, o filósofo tem um papel educativo e de inspiração ética no meio empresarial. Também, Renato Janine Ribeiro (USP) e Roberto Mangabeira Unger (Harvard) são filósofos e atuaram, nas últimas décadas, como ministros de Estado no Brasil. Isto é, o filósofo cumpre funções de liderança e de visionário.
E é exatamente por isso que mentes criativas e empreendedoras, como Jobs, chegam ao extremo de afirmar: "Trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates" (Steve Jobs). Ora, filósofos são especialistas em criar, interpretar e disseminar Códigos de Ética, além de ocuparem bem a posição de ouvintes qualificados e conselheiros de gerentes, CEOs, presidentes etc. Fora isso, filósofos são competentes também para ajudar a definir perfis de comportamento interno, ajudar a recrutar e, principalmente, a desenvolver talentos da empresa junto com a área de Recursos Humanos (RH).
Enfim, ter filósofos presentes em grupos interdisciplinares de trabalho é investir na análise profunda, na crítica (e autocrítica), na criatividade que dialoga com a inteligência de tradições milenares, na identidade e na inovação da empresa.
Não por coincidência, então, lideranças de grandes potências mundiais, como a França, têm formação em Filosofia, este é o caso de Emmanuel Macron, por exemplo, que é filósofo graduado. Devemos, pois, aprender com estes bons exemplos e trazer a filosofia para dialogar e debater com o nosso dia a dia, inclusive empresarial.
O autor é tem mestrados em Filosofia e Comunicação (Unesp); especializações em Psicanálise e História (Fameesp, Unisagrado); graduações em Pedagogia e Filosofia (Unisagrado). doutorando em Educação para a Ciência (Unesp).