No próximo ano, o Brasil terá eleições para prefeitos e vereadores em todo o País. Apenas no Estado de São Paulo, mais de 30 milhões de eleitores, distribuídos em 645 cidades, deverão comparecer às urnas para as suas escolhas. Nessa ocasião, a urna eletrônica será utilizada pela oitava vez desde a sua implantação em 1996.
Idealizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com a colaboração de diversos especialistas, a urna eletrônica foi uma resposta para o aperfeiçoamento do processo de votação brasileiro, que possuía muitas vulnerabilidades, em especial na contagem de votos e escrituração de boletins de urna.
A informatização do voto reduziu a intervenção humana no processo de apuração e totalização, aumentando a segurança e a integridade das eleições brasileiras. Além disso, trouxe maior aproveitamento do voto, uma vez que o eleitor vota em números em um teclado semelhante ao teclado de um telefone.
O desenvolvimento dos vários modelos usados a partir das eleições municipais de 1996 levou em conta oito princípios para atender às necessidades de uma eleição no Brasil.
A máquina deveria ser resistente, isto é, capaz de suportar diferentes condições de clima, armazenamento e transporte. Levando em conta tais diretrizes, a urna passou por um processo contínuo de evolução desde que foi implantada. Entre 1996 e 2022, período em que o eleitorado brasileiro votou em 15 eleições, 13 modelos foram utilizados. Cada versão incorporou melhorias, como novos recursos de acessibilidade, a exibição da foto de candidatas e candidatos, o Registro Digital do Voto (RDV), hardware criptográfico e leitor biométrico, entre outras.
O modelo mais recente da urna (UE 2020), usado pela primeira vez nas Eleições 2022, tem processador 18 vezes mais rápido que o da antecessora (UE 2015). Conta, ainda, com tela sensível ao toque no terminal do mesário e certificação de criptografia do hardware de segurança com base nos requisitos da Infraestrutura Pública de Chaves Criptográficas (ICP-Brasil).
CARACTERÍSTICAS