16 de março de 2026
SEGURO AUMENTA

Seguro de automóveis fica de 12% a 30% mais caro em Bauru em 2023

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Douglas Reis/JC Imagens
O preço do serviço aumentou, em média, de 12% a 30% neste ano, na comparação com 2022, segundo cálculo de empresários do setor

Moradores de Bauru estão levando um susto ao renovar o seguro de seus veículos. O preço do serviço aumentou, em média, de 12% a 30% neste ano, na comparação com 2022, segundo cálculo de empresários do setor. Os donos de seguradoras apontam que o movimento é provocado por uma série de fatores e ainda sofre influência direta dos efeitos da pandemia.

Além da elevação do registro de sinistros decorrente da retomada das atividades econômicas e da consequente circulação maior de carros, o segmento automotivo ainda sofre com a falta de insumos e de peças há mais de um ano.

"A alta de preços vem desde 2022. Com a pandemia, a cadeia produtiva foi impactada. As fábricas pararam de produzir peças e, até agora, componentes como chicote e câmera de ré, além de peças de mecânica, como caixa de direção, eixo e longarina, estão em falta. E isso faz com que não apenas estes itens, mas também o preço dos automóveis fiquem mais caros", aponta Primo Mangialardo, proprietário de uma corretora de seguros.

Segundo ele, a contratação do seguro ficou de 12% até 22% mais cara em Bauru. Já Guilherme Dezotti, dono de outra empresa do ramo, avalia que o crescimento médio, em 2023, foi de 30%. "A alta é influenciada pela falta de peças automotivas, que contribui para o número de roubos e furtos na cidade, o que também afeta o preço do seguro. Além disso, há a influência da inflação", pontua.

No ano passado, foram registrados 418 furtos e 50 roubos de veículos em Bauru, patamar que se mantém praticamente inalterado nos últimos anos, conforme demonstra o banco de estatística da Secretaria de Segurança Pública.

GUINCHO E OFICINA

Mangialardo acrescenta que, com a alta de preços dos combustíveis no ano passado, o custo do serviço de guincho também aumentou, com impacto na precificação do seguro. "Se um segurado bate o carro em Florianópolis, a seguradora vai pagar um táxi para ele voltar e trazer o veículo dele a Bauru. É um custo, hoje, quatro a cinco vezes maior que o valor do seguro que essa pessoa pagou. É um patamar que se manteve, mesmo com a redução do preço dos combustíveis", frisa.

Da mesma forma, segundo o empresário, o custo da mão de obra de funileiros e mecânicos, que trabalham por produtividade, também sofreu acréscimo. "Qualquer colisão traseira leve não fica menos de R$ 15 mil", afirma.

Além do cenário macroeconômico, os especialistas reforçam que o perfil do cliente e o modelo do veículo também influenciam no preço dos seguros. Proprietários muito jovens, homens, quem utiliza o carro como ferramenta de trabalho e reside em cidades com maior índice de furtos e roubos tendem a pagar mais caro. "E veículos que saíram de linha elevam o preço do seguro, devido à dificuldade de encontrar peças para conserto", completa.