11 de julho de 2026
OPINIÃO

A cultura popular do povo para o povo

Por Liesb - Liga das Escolas de Samba e Blocos de Bauru |
| Tempo de leitura: 2 min

Dois anos se passaram e a vida aos poucos vai voltando ao normal. A pandemia foi cruel, injusta e covarde. Levou familiares, amigos e entes queridos. Aos poucos, estamos juntando cacos e seguindo em frente. A vida é uma evolução.

Mas, infelizmente, o que não evolui são certos paradigmas lastreados num preconceito vil relacionado ao carnaval de rua, que é formado em sua maioria por pessoas humildes advindas da periferia. É como se essas pessoas, que não tem condições financeiras para comprar abadás e participar dos carnavais que "não usam o dinheiro público", não tivessem direito de ter acesso a cultura, arte, dança entretenimento e por aí vai...

Estamos acostumados a sermos bodes expiatórios para justificar as mazelas da sociedade como a precariedade da saúde, buracos, desabastecimento e outros problemas que cabe ao poder público nos garantir. Todo ano são os mesmos comentários, as mesmas críticas e a mesma falação.

Todos alicerçados em argumentos frágeis, rasos e que mascaram um preconceito que infelizmente ainda permeia o pensamento de muitos.

O pobre também é gente e o poder público deve sim investir financeiramente para garantir seu direito constitucional de ter acesso a cultura, bem como incentivar a promoção de eventos que lhe garantam esse direito.

Até porque já está comprovado que o nosso carnaval nunca foi e nunca será uma despesa, pois gera renda, movimenta a economia, consolida o turismo em nossa cidade e emprega centenas de trabalhadores de forma direta e indireta.

Fazer carnaval não é, nunca foi e nunca será fácil, mas os preconceitos, ideologias ou comentários rasos e depreciativos relacionados ao evento nunca será páreo com o amor, garra e vontade que envolve as pessoas que viram as noites nos barracões das agremiações e buscam uma qualidade de vida melhor para as comunidades onde estão inseridas durante todo o ano.

O carnaval de Bauru é referência do Interior paulista e deve ser tratado com respeito. Ninguém é obrigado a gostar da festa, mas o respeito deve ser a base de tudo!

Aliás, convidamos toda a comunidade a prestigiar o nosso carnaval de rua nestes dias 18 e 20.