11 de julho de 2026
BAURU

Suéllen Rosim não admite e nem nega candidatura em 2024

Por André Fleury Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Prefeita Suéllen Rosim (PSD), no programa Café com Política, afirma que as emendas impositivas fazem parte do jogo

"Vou deixar para o final do ano", afirma a prefeita de Bauru, Suéllen Rosim (PSD), sobre a decisão de disputar ou não a reeleição em 2024. Qualquer posicionamento prematuro, diz a mandatária, atrapalharia o andamento dos projetos no governo e a própria administração municipal.

As declarações de Suéllen foram proferidas durante entrevista ao programa Café com Política, uma parceria entre a 96FM e o JC, na manhã desta sexta-feira (10).

"Tenho de trabalhar para entregar [propostas]. Não dá para conciliar isso com a disputa eleitoral", apontou a prefeita durante conversa com os jornalistas João Jabbour, Kleber Santos, Ricardo Bizarra e Reinaldo Cafeo.

Ao longo da entrevista, Suéllen voltou a atacar governos anteriores, disse que pegou uma prefeitura "totalmente desestruturada e sem projetos" e que precisou recomeçar muita coisa que já estava em andamento. "Não tinha uma organização básica", criticou.

A prefeita também admitiu que seu pai, Dozimar Rosim, é o responsável por representá-la no âmbito partidário e que a mãe Lúcia traçou um caminho natural para as disputas eleitorais. Suéllen negou, no entanto, que a política seja um projeto de vida da família Rosim.

Antes de migrar para o PSD de Kassab, o pai de Suéllen presidia o PSC de Bauru numa diretoria que incluía sua irmã e seu cunhado. Lúcia Rosim, por sua vez, foi nomeada secretária parlamentar do deputado federal Gilberto Nascimento (PSC).

CENÁRIO

Apesar dos ruídos, Suéllen garantiu que seu vice, o médico Orlando Costa Dias, "tem uma atuação plena no governo".

Ela admitiu que Orlando aparece menos nos holofotes - atribuiu isso à postura discreta do vice -, mas o classificou como "alguém extremamente importante e a quem eu ouço muito".

A aparição mais evidente do médico aconteceu nos primeiros anos de governo, especialmente no período em que atuou como secretário de Saúde de Bauru.

Ainda na entrevista, Suéllen evitou criticar a Câmara - ou mesmo parte dela - e disse que as emendas impositivas, projeto aprovado pelo Legislativo na última segunda-feira (6), fazem parte do jogo.

Ela sugeriu, porém, que percebe "uma movimentação" para travar o governo e evitar que grandes projetos saiam até as eleições. A medida, segundo a prefeita, acontece em Bauru mas não é restrita à cidade. "Faz parte da política", pontuou.

"Muitas vezes a gente trabalha para construir algo e depois descobre que tem gente tentando destruir tudo", prosseguiu, sem citar nomes.