08 de julho de 2026
OPINIÃO

Foi dada a largada

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Arnaldo Ribeiro

O amigo leitor desse Jornal da Cidade que tem mais de 40 anos certamente se lembra dos antigos narradores de turfe, que no começo de cada prova diziam o famoso "Foi dada a largada!". A frase cai bem para o atual momento da política bauruense. O páreo pelo assento mais prestigiado do Palácio das Cerejeiras já começou. A atual prefeita Suéllen Rosim trocou o PSC pelo o PSD. O PL anunciou o deputado federal Capitão Augusto como um possível nome para a disputa pela prefeitura. E tem o Marcos Bilancieri, ex-prefeito de Boraceia por duas vezes e professor na ITE, com domicílio eleitoral em Bauru

Essas movimentações foram divulgadas em primeira mão pelo JC e também no Programa Cidade 360 e mostram uma disputa acirrada pelo eleitorado conservador da cidade, que decididamente ocupa espaço no cenário político nacional e local.

Quem circula pela Câmara Municipal sabe que há vereadores selando os seus cavalos para entrar na corrida. Coronel Meira vem se colocando no cenário para a disputa e discussão da cidade e o PT logicamente terá seu espaço. O ano de 2023 trará, sem dúvidas, gestos que miram a pavimentação de campanhas pela prefeitura vindos da casa legislativa, o que é muito bom para a discussão política da cidade.

O médico e ex-vereador Raul de Paula (atualmente ocupando uma vaga como deputado estadual suplente por 45 dias), o ex-prefeito Clodoaldo Gazzetta, além de nomes dentro do MDB como Rodrigo e Reinaldo Mandaliti, que podem aparecer na disputa entre outros que certamente se apresentarão no páreo. O ex-prefeito Rodrigo Agostinho assumiu a presidência do Ibama após convite da atual ministra Marina Silva. Dada a importância do órgão na política ambiental do país, ele parece estar focado no peso da nova empreitada. Contudo, seu apoio ou a sua própria candidatura certamente será outro polo aglutinador de grupos políticos da nossa cidade, não podemos esquecer a dobrada MDB e PT por dois mandatos que Rodrigo Agostinho e Estela Almagro fizeram na cidade, o que poderia ser agora PSB (seu atual partido) e PT novamente.

O eleitor pode até achar que as movimentações (e especulações) acontecem de forma muito antecipada. Com as mudanças tecnológicas e sociais que vivemos, a campanha começa no dia seguinte a uma eleição. Esse é um fenômeno de Bauru, da região, ou de qualquer outro lugar do Brasil e até do mundo. As redes sociais mudaram a dinâmica das corridas eleitorais. Aos políticos se faz necessário entender que o eleitor hoje é mais informado, tem notícias à disposição e está exposto às mais diversas narrativas no dia a dia.

Não bastam mais pedidos de voto durante os 45 dias de campanha feitos pelo patrão ou por um amigo mais instruído. Hoje a informação está na palma da mão. Isso faz uma diferença enorme para o resultado final de uma corrida eleitoral. A largada foi dada, resta acompanhar o páreo e conferir quem vai cruzar o disco final na liderança. Sorte para todos, mas que a vitória seja para a nossa Bauru e a sua população.