11 de julho de 2026
Capital Federal

Convertida em preventiva a prisão de bauruense que organizou caravana a Brasília

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Facebook/Reprodução
Fátima Aparecida Pleti, 61 anos, foi levada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes converteu em preventiva a prisão em flagrante da bauruense Fátima Aparecida Pleti, 61 anos. Foi ela quem organizou uma caravana de conservadores de Bauru, que embarcaram em um ônibus rumo à Capital Federal.

Conforme o JC veiculou, Pleti estava entre os presos nos dias 8 e 9 de janeiro, acusados de envolvimento na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Alexandre de Moraes concluiu na última sexta-feira (20) a análise da situação dos presos naquela ocasião. Foram verificadas 1.459 atas de audiência relativas a 1.406 custodiados. No total, 942 pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva e 464 obtiveram liberdade provisória, mediante medidas cautelares, e poderão responder ao processo com a colocação de tornozeleira eletrônica entre outras medidas.

A bauruense foi levada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Os envolvidos poderão responder pelos crimes previstos nos artigos 2º, 3º, 5º e 6º (atos terroristas, inclusive preparatórios) da Lei 13.260/2016, e nos artigos do Código Penal: 288 (associação criminosa); 359-L (abolição violenta do estado democrático de direito); 359-M (tentativa de golpe de estado); 147 (ameaça); 147-A, inciso 1º, parágrafo III (perseguição); e 286 (incitação ao crime).

Segundo o marido de Fátima, Luiz Carlos Manzano, 72 anos, a mulher conseguiu o fretamento gratuito de um ônibus e divulgou, em suas redes sociais, vagas para a viagem a Brasília, com o objetivo de reivindicar intervenção militar. Ainda de acordo com ele, que não integrou a caravana e concedeu entrevista no início do mês ao JC, Fátima relatou que não participou da depredação das sedes do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF), porém, entrou no prédio do Senado, quando foi detida pela polícia.