Nos últimos dias, a Fundação Astronauta Marcos Pontes (Astropontes) e o Aeroclube de Bauru "trocaram farpas" publicamente nas redes sociais após a desocupação da sala, dentro do aeródromo, que a entidade utilizava como sede. A Astropontes passou a criticar a "decisão unilateral" do fim da locação do espaço e diz que o fato pode até mesmo comprometer a realização do Arraiá Aéreo no município, evento de aviação que reúne milhares de pessoas anualmente. O Aeroclube, por sua vez, rebate e alega que é "inverídica" a informação de que a alteração inviabilizaria a celebração.
Diante da situação, o Conselho Municipal de Turismo de Bauru (Comtur) convocou, para esta quarta-feira (18), às 14h30, uma reunião com a Fundação Astronauta Marcos Pontes, na Casa dos Conselhos da cidade.
SEGURANÇA
De acordo com a diretoria da Astropontes, para a realização do Arraiá com a segurança necessária, é preciso total acesso às áreas do Aeroclube, principalmente à torre de controle do tráfego aéreo. E tal permissão só era possível, ainda segundo a Fundação, por conta da sala que era alugada dentro do aeródromo.
"A vontade da Astropontes é continuar com o Arraiá em Bauru. Mas, para a realização, é preciso ter acesso total a toda a área, como sempre foi", afirma, em nota enviada ao JC, a diretoria da Astropontes, complementando que o espaço locado foi desocupado no último dia 6. O novo endereço da instituição ainda não foi divulgado.
'MAIS ESPAÇO'
Já o Aeroclube explica que a decisão de não renovação do contrato de locação, que venceu em dezembro de 2022, foi unânime entre os diretores do aeródromo, por conta da necessidade de mais espaço para as atividades como centro de formação de pilotos e comissários. "Não faria sentido alugarmos outra sala, fora das nossas instalações, só para manter o contrato de locação", detalha o presidente da instituição, Edson Cardia.
Ele ainda afirma que, apesar de a Astropontes não funcionar mais no Aeroclube, o espaço continua aberto para a realização do Arraiá. "Tanto é que, nas primeiras edições, a Fundação nem estava instalada em Bauru. É inaceitável que eles pretendam impor sua permanência com inverdades", complementa o presidente.