09 de julho de 2026
MEDIDA CAUTELAR

Atos no DF: AGU pede o bloqueio de bens de moradora de Piratininga

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/redes sociais
Nelma aparece em vídeos e fotos feitos em Brasília

Piratininga - A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Justiça Federal do Distrito Federal concessão de medida cautelar para bloquear R$ 6,5 milhões em bens de 52 pessoas e 7 empresas que teriam financiado fretamento de ônibus para os atos golpistas que resultaram na destruição de prédios públicos na Praça dos Três Poderes, no último domingo (8). A medida quer garantir a reparação dos danos causados ao patrimônio público em caso de condenação. Na relação dos supostos financiadores, está Nelma Barros Braga Perovani, moradora de Piratininga (13 quilômetros de Bauru). A reportagem tentou insistentemente contato com ela, mas não obteve sucesso.

Nelma aparece em vídeos e fotos feitos em Brasília na manifestação de domingo, antes do ato resultar na depredação de prédios públicos. Nesta quinta-feira (12), a página da moradora de Piratininga no Facebook não estava disponível. O JC telefonou para o celular dela e deixou recado na caixa postal, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. A reportagem também enviou mensagens a ela pelo WhatsApp.

De acordo com a AGU, a lista dos alvos do bloqueio - que abrange imóveis, veículos, valores financeiros em contas e outros bens - foi elaborada com auxílio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e inclui apenas os que contrataram ônibus apreendidos transportando pessoas que participaram dos atos. Na ação, a AGU sustentou que os envolvidos devem responder solidariamente com os depredadores efetivos.

O valor do bloqueio é preliminar, e pode aumentar, uma vez que, conforme a AGU, os prejuízos não foram integralmente calculados. Por enquanto, o montante considera apenas estimativa do Senado, de danos de R$ 3,5 milhões ao seu prédio, e da Câmara Federal, cuja avaliação preliminar é de prejuízos de R$ 3,03 milhões. Ainda não há estimativa dos prejuízos no Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal (STF).