11 de julho de 2026
ELEITORES

Metade dos eleitores bauruenses não tem biometria registrada

Por Tânia Morbi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Wilson Dias/ABR
Biometria: não preciso fazer agora; Justiça ainda vai definir

Quase metade do eleitorado bauruense ainda não promoveu o registro biométrico nos sistemas da Justiça Eleitoral. O município soma hoje 278.948 pessoas aptas a votar e 135.437 delas (48,11% do total) não realizaram o cadastro. Os dados mais atuais estão no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O registro biométrico chegou a ser suspenso pela Justiça Eleitoral na época da pandemia. O programa, porém, foi retomado no último mês de dezembro. A coleta dos registros está a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais, através de seus respectivos cartórios, e vale para todo o País.

A meta é obter o registro de praticamente todos os eleitores até as eleições de 2026, quando o Brasil volta a escolher presidente, governadores e deputados federais e estaduais.

Na comparação com São Paulo, por exemplo, Bauru está muito aquém nos dados de eleitores com biometria registrada. A capital paulista atinge 72,77% neste índice contra 48% em Bauru.

Em Bauru, o eleitor não precisa se preocupar em fazer agora seu registro. Não há previsão da Justiça Eleitoral para retomar os mutirões de coleta de biometria - campanha geralmente feita nos meses que antecedem a disputa eleitoral. "Qualquer ação nesse sentido será amplamente divulgada", diz Munir Sayed, chefe do cartório da 23.ª Zona Eleitoral de Bauru.

O próprio TSE não prevê problemas na retomada dos cadastramentos, especialmente porque o órgão firmou uma parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) para cruzar informações e identificar os eleitores.

"Em 2022, nós já utilizamos dados compartilhados de outros órgãos, como o Detran. Agora vai depender dos caminhos técnicos dos Tribunais", explica Munir.

FLUXO

Munir Sayed também afirma que não é preciso ter pressa para registrar a biometria nos respectivos cartórios. Ressalta, porém, que o ideal é fazer isso antes dos meses que antecedem as eleições, período em que os cartórios registram maior índice de atendimento.

"Temos que fazer registros de candidaturas, incumbências, determinações por resoluções e mesmo atender os candidatos, o que faz com que a gente tenha um fluxo maior de serviços nas eleições municipais. Mas, dentro do atendimento convencional, a pessoa pode procurar a Justiça e requerer a biometria", afirmou o chefe de cartório.