Periodicamente recebemos notícias de calamidades públicas, com efeitos catastróficos, de sensação apocalíptica, sem falar os acidentes que nem recebemos notícias. Há alguma coisa para aprendermos com essas tragédias? O que Jesus nos diria? Em Lucas (13.1-5), as pessoas perguntaram a Jesus sobre uma determinada calamidade que havia ocorrido e Jesus respondeu "2 Vocês pensam que esses que padeceram eram mais pecadores que todos os outros que escaparam? 3 Eu lhes digo que não! Mas se todas as pessoas não se arrependerem de seus pecados, também perecerão". Incrível, Jesus chorava pelas perdas dolorosas das pessoas (Lucas 19.41; João 11.35); inclusive a Bíblia ordena claramente: "Chorai com os que choram" (Romanos 12.15). Mesmo demonstrando compaixão e amor, Jesus nunca resolveu as questões difíceis com simples sentimentalismo, mas com realidade última - Jesus sempre lidou com as questões duras da existência pela ótica do pecado e julgamento, perdão e salvação.
A VIDA PERTENCE A DEUS
A vida do mundo inteiro está nas mãos de Deus e depende do "fio da graça soberana". Deus é o dono de cada alma. Ele nos criou e nós pertencemos a Ele, em virtude dEle ser nosso Criador. Ele pode dar e tirar a vida como bem entender, de acordo com sua perfeita decisão. Ele criou a vida humana e a decide. Quando Jó perdeu seus dez filhos em uma calamidade se prostrou no chão e adorou: "O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o Nome do Senhor" (Jó 1.20,21). Em Deuteronômio 32.39, o próprio Deus disse: "Veja agora que Eu, Eu mesmo, Sou Ele, e não há deus além de mim; mato e faço viver; Eu firo e Eu curo; e não há quem possa livrar da Minha mão". Se algum de nós compreendermos essa reflexão, será um presente puro da graça de Deus - (conferir Tiago 4.13-16). Nossa vida não é nossa. Pertence a Deus. Não tenho o direito de tirar sua vida. E você não tem o direito sobre a minha, mas não porque a vida nos pertence, mas exclusivamente a Deus.
NÃO DESPERDICE
Podemos já ter vivido a maior parte de nossas vidas, mas, se Deus quiser, muitos de nós ainda teremos várias décadas para viver antes de morrer e prestarmos contas do que fizemos. Nesse sentido "a vida de uma pessoa não consiste na abundância dos seus bens" (Lucas 12.15). Acumular coisas não é o objetivo da vida. Em Lucas (12.16-21), Jesus nos conta que um homem acumulou riquezas e concluiu: "vou comer, beber, relaxar e ser feliz" - mas Deus interviu: "Nessa noite a sua alma será requerida, de que servirá o seu tesouro, suas posses?" A vida não é para o acúmulo de coisas. Nenhuma pessoa em seu leito de morte fora consolada por suas posses. O próprio Senhor Jesus sentenciou: "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8.36). Isso porque é possível desperdiçar a vida. Nada pior do que desfrutar desse maravilhoso presente da existência e desperdiçá-la. Atente-se, possuímos apenas uma vida nessa esfera física e que logo passará, e, somente a realidade mantida por Cristo permanecerá. Falo como um pai que roga ao filho para que não desperdice os seus breves dias. Uma das grandes tragédias da nossa cultura é a maneira como milhões de dinheiro são investidos para persuadir as pessoas a desperdiçarem o resto de seus dias nesse mundo: "Faça isso! Experimente aquilo! Goze, desfrute, você merece! Você trabalhou a semana toda, o ano todo! Aproveite os jogos, lazer, bebidas, sexo, drogas, afinal a vida passa rápido!". Faça tudo isso de forma inconsequente, enquanto caminha a passos largos para se encontrar com o seu Criador - Ele estará lá, frente à você, com as marcas dos cravos batidos na cruz contra seus pés e mãos. Então, qual é a essência de uma vida não desperdiçada? 1 É uma vida que apesar de desfrutar alegrias e prazeres responsáveis, expõe em si o valor infinito da glória de Cristo, pois ama a Deus e o adora. Assim, colhe das bênçãos divinas mais profundas em seu ser. 2 É o exibir com alegria a excelência suprema de Cristo impregnada na maneira como vive. Porque a vida serve para que glorifique a Cristo. E as posses são dadas para que, pela maneira como usada, mostre que não são tesouros. Cristo é o tesouro. O dinheiro nos é dado para que o usemos de uma maneira a demonstrar que ele não é um tesouro, mas que Cristo é o supremo tesouro.