09 de julho de 2026

Bento, o Abençoado

Por José Rafael Mazzoni |
| Tempo de leitura: 1 min
O autor é professor M.e e diácono

Em três tempos o conheci. No primeiro, nos anos da juventude rebelde, formado pelos conceitos bofinianos, como outros, tinha uma camiseta estampada "afasta de mim este cale-se". Não aceitava calar uma voz que parecia ser profética. Mais tarde, já nos idos da maturidade, tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Recebido numa audiência, pensava em encontrar alguém completamente diferente do que vi: um homem simples, frágil, com um olhar sereno e quando ele fixou os olhos em mim vi a sua rica interioridade. Se já tinha apreço, naquele dia, com os olhos marejados de emoção, vi um homem santo e descobri por que suas atitudes, às vezes tão difíceis de entender, porque ele amava a Igreja mais do que todos. Finalmente, a terceira vez foi por ocasião de sua renúncia. Ele tinha tudo para ficar, mas escolheu o caminho mais difícil, como João Batista abdicou de tudo para que a Igreja que ele amava continuasse. Enquanto corremos em busca do sucesso, da fama e do poder, ele tendo tudo isto só quis então ir para eternidade, não porque ele iria para o céu, mas porque na outra vida ele sabia que passaria por um tempo purgatório. Essa era a sua simplicidade. Mesmo merecedor, não achava que teria um lugar no céu... Vai entender os santos...

Papa Bento XVI. A certeza de que temos é que agora ele não mais cuidará das coisas terrenas da Igreja. Agora, ele, no céu, estará intercedendo por nós e mostrando que só temos um caminho: servir com simplicidade de coração.

Vá em paz Papa Bento XVI.

Agora temos um grande modelo de vida cristã. Nos ajude a saber, dizer sim, quando precisa ser sim e não, quando precisa dizer não!

Aprendemos com você que é preciso agradar a Deus sobre todas as coisas e pessoas.