08 de julho de 2026
BAIRROS

Manchester: na época de chuvas, é difícil até andar a pé

Por Tânia Morbi | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo Pessoal
Grande erosão nas quadras 21 e 22 da rua Fernando Ávila Parra

Todo fim e início de ano é a mesma coisa: a temporada de chuvas traz grandes transtornos aos moradores do Parque Manchester (região do Jardim Tangarás), em Bauru, devido à falta de infraestrutura do bairro, que conta com várias ruas sem pavimentação. A situação é tão complicada que, após dias chuvosos, como nesta semana, fica difícil se locomover até mesmo a pé. O problema gera indignação entre a população, que reivindica uma solução.

É o caso de Regiane Aparecida de Moraes, de 44 anos, e Rodrigo Alex do Prado, de 42. Depois de tantas reclamações, a alternativa do casal, que reside há 14 anos na região, foi gravar vídeos mostrando a precariedade do local e compartilhar nas redes sociais.

O morador mostra as péssimas condições das quadras 21 e 22 da rua Fernando Ávila Parra, onde uma erosão já impede que veículos passem, inclusive motociclistas que fazem entregas e automóveis de transporte por aplicativo.

SAPATO NA BOLSA

Regiane afirma que nem mesmo circulares conseguem entrar em alguns pontos do Parque Manchester, devido às ruas esburacadas. E, para ter acesso ao transporte coletivo, é preciso ir caminhando até o bairro Santa Terezinha.

"A gente sai de casa e sabe que vai se sujar… não tem jeito", diz a moradora, complementando que, em dias de chuva, é necessário sempre levar um sapato na bolsa para trocar após fazer o trajeto a pé.

Os transtornos são tantos que ela relata já ter perdido um emprego por conta dos atrasos causados pelas dificuldades de locomoção. "Eu chegava atrasada quase todo dia. Saía de casa, debaixo de chuva e no meio dos buracos, mas o ônibus passava e a gente não pegava. Tanto que perdi o emprego por conta disso", relembra.

A Secretaria Municipal de Obras informou que irá trabalhar na recuperação das ruas do Parque Manchester na próxima semana, quando terminar o serviço em outras vias da cidade.

No caso da cratera da rua Fernando Ávila Parra, um técnico iria ao local, de acordo com a assessoria do Executivo, "para identificar se a erosão foi provocada por obras do DAE ou da prefeitura".